CP Carga
Privatizar a receita, deixando para o Estado a parte mais onerosa da CP Carga, é o que o Governo pretende, tal como sucedeu na Ponte 25 de Abril e no Metro do Porto, que a Fertagus e a Prometro exploram com material circulante comprado pelo erário público. A observação foi feita pela Fectrans/CGTP-IN, a propósito de notícias sobre a futura entrega dos terminais da CP Carga a outra entidade e sobre a separação do material circulante, em parte ou na totalidade, entregando a sua gestão a uma empresa de capitais públicos, que também ficaria com as composições do Metropolitano de Lisboa. Também a passagem da infraestrutura do Metro de Lisboa para a Refer demonstra que «para o Estado ficam os encargos, para os privados os lucros».