Direito à greve conquista-se

Às manobras de intimidação da Scotturb, após a greve de dia 3, os trabalhadores e o seu sindicato responderam com a marcação de nova greve, antecedida de um plenário à porta da sede da empresa.
A greve teve «uma adesão esmagadora» dos trabalhadores, mas «a administração, em vez de procurar resolver os problemas que originaram o conflito, optou pela repressão, a pretexto da acção legal do piquete de greve». Como logo denunciou o STRUP, da Fectrans/CGTP-IN, contra duas dezenas de testemunhas, a empresa acusou um motorista de agressão e decidiu puni-lo, «com o objectivo de intimidar todos os outros, que já decidiram nova greve para dia 31». O sindicato escreveu já à administração, como foi decidido num plenário realizado no sábado, exigindo que até dia 23 seja anulado o processo disciplinar e o trabalhador em causa seja reintegrado nas suas funções. Para dia 24 ficou marcado um plenário à entrada das instalações da Scotturb, na Adroana (Alcabideche).
No comunicado em que deu conta desta decisão, o STRUP denuncia o clima de intimidação constante e acusa a administração de privilegiar este método, nas relações de trabalho, em vez do reconhecimento profissional. Exige ainda que seja respeitada a legalidade, a propósito da decisão de voltar a contratar trabalhadores a prazo. Esta contratação demonstra que os que estão a acabar os contratos precários ocupam postos de trabalho permanentes e não devem ser despedidos, mas passar a efectivos. Também os novos contratados devem entrar para o quadro permanente, uma vez que a lei já estabelece um período de avaliação (argumento da administração que assim cai por terra).

Na Petrogal, do Grupo Galp Energia, inicia-se hoje uma greve que se prolonga até segunda-feira, para contestar a pretensão de eliminar direitos dos trabalhadores e aumentar a exploração, através do aumento do tempo de trabalho (gratuito), da redução do valor/hora da retribuição, bem como do pagamento do trabalho extraordinário e em dia feriado. Este é o segundo período de greve, desde que a empresa foi condenada por ter feito descontos ilegais na remuneração de trabalhadores que paralisaram em Maio de 2010.




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