Racionamento chega à Saúde
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde alertou, dia 14, há «indícios» de que podem existir «situações de racionamento» nos serviços de saúde.
No seu último relatório, intitulado «Crise&Saúde – um país em sofrimento», o observatório explica que o «racionamento implícito (…) não decorre de instruções ou de decisões explícitas para limitar a prestação de cuidados de saúde necessários», sendo sim «consequência de um clima de intensa contenção de gastos, por parte de decisores pressionados para limitar despesas».
Os autores afirmam que «não faltam relatos de que isto esteja de facto a acontecer», dando como exemplo o caso da fisioterapia, especialidade em que «há doentes não isentos que, por carência económica, abandonam os tratamentos aos primeiros sinais de melhoria».