Militares voltam à rua

A Associação Nacional de Sargentos – que no dia 5, ao final da tarde, promoveu «concentrações de desagrado» em Lisboa, Braga, Porto, Viseu, Leiria, Entroncamento, Évora, Estremoz, Beja, Ponta Delgada, Funchal e Angra do Heroísmo, com várias centenas de participantes – decidiu, conjuntamente com a Associação de Praças, levar a cabo um «requiem pela condição militar, pelas promoções, contra o corte nos subsídios». Esta concentração terá lugar no dia 20, quarta-feira, pelas 18 horas, frente ao Ministério das Finanças.

A iniciativa realizada dia 5, em Lisboa, junto à residência oficial do primeiro-ministro, serviu para a ANS entregar o «caderno de aspirações», aprovado no 6.º Encontro Nacional (26 de Maio) e que contempla matérias como a formação, a assistência social, a saúde, a criação de uma escola nacional de sargentos, o direito ao associativismo. Ao assessor de Passos Coelho para a Defesa, general Carlos Chaves, foi expresso o descontentamento dos sargentos face aos cortes nos vencimentos e subsídios de férias e de Natal, ao congelamento das promoções e progressões no sistema retributivo, reduções na pensão de reforma e até no subsídio por morte.

A ANS manifestou satisfação por o Governo ter informado, dia 8, que iria ser feita uma transferência de verba para o BPI, de modo a liquidar o complemento de pensão de reforma de Maio. Mas expressou também preocupação pela falta de uma solução definitiva e duradoura, que evite este drama mês após mês.



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