Direito à habitação afrontado

A legislação sobre o arrendamento urbano e reabilitação urbana, da iniciativa do Governo (propostas de lei 24/XII, 38/XII e 47/XII), «afrontam o direito à habitação consagrado na Constituição da República» e mereceram a rejeição da CGTP-IN.

Visando os despejos dos arrendatários e a liquidação dos 255 mil contratos celebrados até 1990 (dois terços situam-se nas cidades de Lisboa e Porto), o Governou pretende acabar com todos os contratos antigos e facilitar o despejo dos arrendatários, a todo o custo ou pela elevação súbita do montante das rendas para valores incomportáveis para a generalidade das pessoas. Num comunicado de imprensa que divulgou a 26 de Abril, a Inter afirma que tais propostas «visam a fragilização dos direitos dos inquilinos, em favor dos senhorios», impondo o princípio da duração variada dos contratos; facilitando os despejos e des-judicializando o respectivo processo, bem como a denúncia dos contratos de arrendamento de duração indeterminada, pelo senhorio; permitindo actualização das rendas antigas, de modo a que os inquilinos que não paguem tenham que abandonar a habitação.

A CGTP-IN considera que, na grave situação social que se vive no País, a fragilização do direito à habitação é mais um elemento a contribuir para o aumento da pobreza e da exclusão social e insere-se na linha marcadamente de classe deste Governo. «No seu conjunto, os três diplomas não visam servir as pessoas ou resolver os problemas estruturais da habitação, servem sim os interesses da rentabilidade de capital do sector financeiro e imobiliário», acusa a central.



Mais artigos de: Trabalhadores

Frente Comum promete luta

As novas propostas do Governo para a legislação laboral aplicável na Administração Pública constituem mais um brutal ataque aos trabalhadores, que vão avançar para formas de luta.

Risco tóxico

O Governo autorizou sanear as carteiras de títulos de dívida da banca, designadamente o lixo tóxico, transferindo os prejuízos para a Segurança Social, alertou a CGTP-IN.

«Livro Branco» reeditado

Na segunda-feira, quando passaram 30 anos sobre os acontecimentos trágicos que são descritos no Livro Branco – Maio 1982 Porto, a União dos Sindicatos do Porto realizou, no pequeno auditório do Teatro Rivoli, uma cerimónia de apresentação da segunda...

Não docentes insistem

Cerca de meio milhar de trabalhadores não docentes de estabelecimentos do ensino público deslocaram-se a Lisboa, no dia 20, para um plenário nacional, promovido pela federação e sindicatos da Função Pública, persistindo na luta contra a precariedade do trabalho e...

Greves na <i>Cel-Cat</i>

A luta dos trabalhadores da Cel-Cat, em Morelena (Sintra), pelo direito a um salário digno, pela defesa da contratação colectiva e pela valorização do trabalho, vai continuar. Na passada sexta-feira, dia em que fizeram greve no início e no final de cada período de...