Subemprego afecta milhões
Um inquérito do Eurostat, divulgado, dia 19, em Bruxelas revela que, no ano passado, no conjunto dos 27 estados-membros, 8,5 milhões de trabalhadores em part-time desejavam trabalhar mais horas, devendo por isso ser considerados como estando em situação de «subemprego».
As pessoas que pretendiam trabalhar mais horas representam 20,5 por cento dos trabalhadores a tempo parcial na zona euro. Porém, em Portugal mais de um terço (37,8 por cento) das cerca de 220 mil pessoas com emprego a tempo parcial, manifestaram essa vontade ou necessidade.
Entre os 17 países do espaço do euro, a Grécia apresentou a maior percentagem de subempregados (58,1%), seguindo-se a Espanha (49,3%) e o Chipre (42%). A Eslováquia surge ex aequo com Portugal (37,8%).
No nosso país, cerca de 12 por cento do total de trabalhadores, entre os 15 e os 74 anos, tinham um trabalho em part-time, contra cerca de 20 por cento da média europeia.