Um ano de duras batalhas pelo futuro do País.
O ano de 2011, que agora termina, dificilmente será esquecido pelos portugueses. Ficará para sempre na memória como o ano em que a troika da submissão nacional (PS, PSD e CDS) aceitou e promoveu a ocupação do País pela troika estrangeira (FMI, UE e BCE), representante dos credores – ambas decididas a levar por diante um pacto de agressão que, a ser aplicado em toda a sua terrível dimensão, não deixará pedra sobre pedra no Portugal de Abril.
As medidas que prevê, associadas às constantes no Orçamento do Estado para 2012, aprovado pelo Governo PSD/CDS e pelo PS, têm como objectivos o aumento da exploração do trabalho, a liquidação de direitos, a destruição dos serviços públicos e funções sociais do Estado, a privatização das mais valiosas e estratégicas empresas públicas, a extrema limitação da soberania nacional. A ganhar ficam os grandes grupos económicos e financeiros, nacionais e estrangeiros – precisamente os que, em última análise, são responsáveis pela entrada no País da troika ocupante.
Mas 2011 foi também um ano de intensa luta – e por isso será também recordado: luta dos trabalhadores em defesa dos direitos e contra a destruição das empresas e do emprego; das populações contra o encerramento dos serviços de Saúde e o aumento do preço dos transportes; dos militares por uma carreira digna; dos estudantes contra a elitização e privatização do ensino, dos agricultores pelo direito a produzir. Foi o ano da maior greve geral de sempre em Portugal e das grandiosas manifestações de massas promovidas pelo movimento sindical unitário.
Em todas estas lutas estiveram os comunistas: a esclarecer, a mobilizar, a organizar, a construir e a cimentar a unidade. E fizeram-no participando de forma decisiva nas jornadas unitárias, mas também com a sua voz própria, as suas análises e as suas propostas. Basta lembrar que o PCP foi o primeiro partido a defender a imediata renegociação da dívida pública portuguesa sob o controlo do Estado português e não por iniciativa e conveniência dos credores, e que se opôs, de forma firme e coerente, à entrada da troika no País.
O ano que aí vem não será fácil. Adivinham-se grande batalhas. Que serão travadas, com determinação, pelos trabalhadores e o povo – com os comunistas na primeira linha.