Imigração em conferência internacional

Os participantes na Conferência Sindical Internacional sobre Imigração, promovida pela CGTP-IN, dia 16, em Lisboa, abordaram detalhadamente os problemas com que se confronta a população imigrante em Portugal e reclamaram igualdade e condições dignas de vida e de trabalho para todos os que cá vivem e trabalham.

A destruição de postos de trabalho, o aumento da precariedade e a ausência de uma política que garanta condições de igualdade às populações imigrantes potenciam um perigoso recrudescimento da discriminação, da xenofobia e do racismo, consideraram vários intervenientes.

A população imigrante é quem mais sofre com a precariedade laboral, é quem menos apoios sociais tem e quem sofre mais acidentes e óbitos nos locais de trabalho, segundo os mais recentes estudos oficiais sobre o tema, respeitantes aos anos compreendidos entre 2003 e 2007.

A iniciativa contou com a presença de representantes de centrais sindicais e de Organizações Não-Governamentais dos países lusófonos, da Ucrânia, e de Espanha. De Portugal, além da CGTP-IN, fizeram-se representar o Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural, a OIM Portugal, a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e a Cáritas Portuguesa.

Os trabalhos, iniciados com uma intervenção do Secretário-geral da central, Manuel Carvalho da Silva, decorreram em três painéis temáticos: «Visões globais sobre a imigração», «Perspectivas e práticas sindicais internacionais» e «A imigração e o trabalho: perspectivas e desafios».

Membros do Gabinete de Estudos da CGTP-IN apresentaram as «Posições, Reivindicações e Compromissos com os Trabalhadores Imigrantes» e destacaram dois documentos publicados pela central, em Maio, inseridos no projecto «Imigração – Informar e formar para melhor integrar»: «Realidade económico-social dos imigrantes» e um «Guia jurídico da imigração em Portugal». Ali constam orientações para a acção sindical nos locais de trabalho, junto destes trabalhadores, a fim de os integrar melhor e de combater todas as formas de discriminação, racismo e xenofobia.



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