Patriótico e de esquerda
Vasco Pulido Valente (VPL), nome artístico de um escriba do «Público», que foi Sec. Estado de Sá Carneiro e apoiante de Mário Soares e deu em ex-deputado PSD «desiludido», cujas crónicas trucidam a história da humanidade, à deriva dos seus ódios de classe e pessoais, escreveu há dias sobre «patriotismo» para branquear a traição da classe dominante desde o século XIX e concluir, identificando-se com o fascismo: «como Salazar percebeu, um país fraco e fatalmente mal governado tem uma única maneira de conservar a independência – a pobreza. O “murro na mesa” não serve de nada, a não ser para levar uma sova… Passos Coelho que se agarre a Merkel. Por ele e por nós.»
A citação é paradigma do desprezo pela verdade e da arrogância reaccionária dos que confundem o umbigo com o País e o patriotismo com a conta bancária em off-shore.
Portugal ganhou a independência e percorreu quase nove séculos de história contra o «partido de Castela», os Filipes, os invasores franceses e os ingleses de Beresford, contra o ultimato de 1891 e os aliados do «Estado Novo» (como diz VPL) – o nazi-fascismo e depois o imperialismo, que segurou e armou Salazar e Caetano contra o nosso povo e os povos das colónias. A história dos avanços sociais e de desenvolvimento, de cultura, liberdade e democracia, foi escrita pela luta do «povo miúdo» que defenestrou Miguel de Vasconcelos, que varreu o fascismo em 25 de Abril e que resiste aos «vende pátrias» da troika nacional.
Agora, sob a ditadura do pacto de agressão, com o povo e o País exauridos pelo roubo organizado do capital financeiro e da troika ocupante, o directório das potências da UE avançou o diktat da perpetuação do Pacto, da governação económica estrangeira, do extermínio da soberania. E logo o Governo PSD/CDS propôs um Golpe Constitucional e o PS «contrapropôs» uma «Lei reforçada», uns e outros, como VPL, prostrados aos pés de quem manda e cúmplices de mais um crime de lesa pátria.
Mas nós não desistimos – trabalhadores, comunistas, democratas e patriotas – estamos na luta pela ruptura e a mudança, por um novo rumo à esquerda e patriótico, de princípios e de facto, para afirmar os interesses, a soberania e a independência nacional, por um Portugal com futuro.