E os postos de trabalho?
O PCP não está contra a instalação do Data Center da PT para a Covilhã, mas considera que nem «todos os meios são legítimos para alcançar um determinado fim». Para além da localização não ser, para o PCP, a mais indicada (há muito que está contra a sua instalação no local do aeródromo), os comunistas contestam ainda a forma como o terreno foi cedido à PT – praticamente a custo zero e com a possibilidade de a empresa poder «transmitir ou criar qualquer direito real de gozo, bem como arrendar, subarrendar».
Contestando ainda as isenções fiscais e de taxas municipais concedidas à PT pela Câmara Municipal, o PCP quer saber quantos postos de trabalho serão efectivamente criados pela empresa na Covilhã. O presidente do Conselho de Administração da PT referiu a criação de 400 postos de trabalho directos e 1000 indirectos, mas não se comprometeu a alocar nenhum posto de trabalho e salvaguardou possíveis incumprimentos por razões de «quaisquer restrições governamentais ou outras contingências, designadamente de mercado, que estejam para além do controlo razoável da PT».