Futuro comprometido em Nisa
O Governo vai encerrar, a partir de 1 de Novembro, as extensões de Saúde de Arês, Monte Claro, Pé da Serra, Salavessa e Velada, e reformular o horário do Centro de Saúde de Nisa. O PCP manifestou a sua solidariedade com as populações atingidas.
A população é maioritariamente idosa
«A aplicação cega dessas medidas não tem em conta a realidade das nossas localidades», critica, em nota de imprensa, a Comissão Concelhia de Nisa do PCP, lembrando que «onde fecham as extensões do Centro de Saúde a população é maioritariamente idosa, com dificuldades de mobilidade e com fracos recursos financeiros».
No documento, os comunistas rejeitam ainda «outras malfeitorias» avançadas pelo Governo PSD/CDS, nomeadamente a «redução do apoio ao transporte de doentes», a «imposição das taxas moderadoras», o «aumento do custo dos medicamentos», a «quebra nas comparticipações dos custos dos medicamentos», os «obstáculos ao acesso a próteses, óculos e serviços de estomatologia», as «restrições no acesso aos meios complementares de diagnóstico e terapêutica», os «cortes na prestação dos cuidados de Saúde» e o «aumento dos custos directos pagos pelas populações para acesso aos cuidados de Saúde».
Idênticas preocupações dominaram o 1.º Fórum de Autarcas do Concelho de Avis, realizado há dias, com a temática «A saúde no concelho de Avis. Que futuro?». Na ocasião foi aprovada uma moção onde se afirma que «a coberto da tão proclamada "crise"», têm sido tomadas medidas que, no essencial, «visam a fragilização do Serviço Nacional de Saúde, esquecendo que há mais vida para além do défice».
Os autarcas lamentaram, por outro lado, que o concelho não seja servido, com um mínimo de qualidade, «por qualquer rede de transportes públicos» e que as alternativas ao encerramento das extensões de Saúde «não oferecem segurança, garantia e qualidade aceitáveis».
Em defesa do SNS
A população de S. Francisco da Serra, Santiago do Cacém, em conjunto com as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano e os autarcas da região, concentraram-se, no início da semana, no Largo da Junta de Freguesia, em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da prestação local de cuidados de Saúde.
No Montijo, os utentes manifestaram-se, no dia 21, em defesa do direito à Saúde e contra a falta de médicos e o encerramento do Hospital local.