Despotismo puro e simples

Jorge Messias

Image 8748

«A violência deve ser um princípio; a astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que não queiram entregar a coroa do poder aos agentes de uma nova força. Por isso, não nos devemos deter diante da corrupção, da intriga e da traição, desde que possam servir as nossas finalidades. Em política, é preciso saber tomar a propriedade dos outros, sem hesitar, se tivermos de usar esses meios para conquistarmos o poder». («Protocolos dos Sábios de Sião») 

«Os gentios são um rebanho de carneiros e nós somos os lobos… e bem sabeis o que acontece aos carneiros quando os lobos penetram no redil!» Protocolos», N.º 11, O Estado Totalitário) 

«Cortes cegos ou demasiadamente drásticos poderão não ser cura mas assassinato...

e, assim, é preciso ir para além da troika porque alguma recessão na economia ou alguns buracos que se irão descobrindo requerem que sejamos mais poupados do que nos exigem!» (Agência Ecclesia, D. Carlos Azevedo, bispo da Pastoral da Acção Social)

A tão badalada solidariedade capitalista expressa nos apoios da troika e do FMI foi chão que deu uvas. Porque, afinal, os empréstimos com que os ricos socorrem os pobres vêm embrulhados em imposições do mais duro agiotismo. Para a sobrevivência nacional de países como o nosso, alojar uma troika ou pedir conselhos ao FMI corresponde a meter o pescoço na guilhotina. Quanto mais «ajudados» mais escravizados ficaremos.

Esta realidade, como é evidente, salta aos olhos. Quanto mais verbas solidárias o Estado português recebe, maior é a factura que os portugueses têm de pagar. Os efeitos sociais são desastrosos e não cessam de crescer: mais desemprego, mais falências, mais escaladas de preços, pior Saúde e Segurança Social, galopada da inflação, destruição do aparelho administrativo do Estado, etc. Não só aqui em Portugal mas em todos os países capitalistas, já começou a contagem do tempo que falta para a derrocada do «euro».

Terrivelmente ameaçadora seria, por si só, esta queda a pique. Mas o pior ainda não está aí. O capitalismo internacional, com a força bruta da sua sofreguidão, destruiu a economia, fragilizou o trabalho e apoderou-se de todas as fontes de financiamento da actividade produtiva. Depois, sobre este quadro de pesadelo pintou, a cores fortes, o optimismo. Então, sobreveio a crise financeira mais profunda. Alguns homens e mulheres do povo e núcleos de homens com fé, ainda se agarram desesperadamente às suas ilusões. Bom será que as repudiem enquanto é tempo. É sobre as cabeças de todos os pobres, sem excepção, que o Universo irá desabar.

 

Um crime longamente premeditado


Há um tipo de direita, senhora do poder na Europa e nos EUA, que sensivelmente se aparenta já com as orientações nazis mais criminosas. Basta olhar-se para as decisões políticas e para os métodos de acção praticados em África, no Médio Oriente, na economia, nas políticas sociais, etc. Nada que os cérebros nazis não tenham já tentado. Os neoliberais de 2011 procuram abrir caminho para a globalização desferindo o seu murro de aço que se faz acompanhar por aviões de assalto e por fortíssimas colunas Panzer. O que significa: vamos mergulhando em plena guerra mundial travada num clima de luta de classes.

Como é evidente, os peritos neofascistas bem sabem que o êxito das suas intenções de guerra exige uma camuflagem cuidada. É preciso chamarem a si uma opinião pública favorável. A chave do sucesso consiste em saber como mentir.

O mito (a história montada a partir da observação do real) serve muito bem a manipulação política das massas. Por outro lado permite que, à margem de qualquer risco de indiscrição, o capitalismo instale poderosas centrais ocultas de propaganda ou que os seus tecnocratas congeminem armamentos jamais imaginados. E que os seus estrategas planeiem novas guerras imperialistas, troquem as voltas à Ética convencional e reduzam a pó o passado e o presente da humanidade, de tal modo que possam instalar uma Nova Era e uma Nova Ordem Mundial fascista e argentária.

Esta tese pode apoiar-se em exemplos de planos que se desenvolvem em vários países do mundo. Vamo-nos basear num deles – os Protocolos dos Sábios de Sião – para tentarmos compreender melhor as verdadeiras intenções das actuais camarilhas «iluminadas» dos grandes senhores do Capitalismo. O principal inconveniente consiste em que uma tal exposição terá forçosamente de ser longa.



Mais artigos de: Argumentos

Os 700

A notícia percorreu todos os noticiários (ou não viesse ela dos EUA): a polícia nova-iorquina fez 700 detidos entre os manifestantes que, há já semanas, assentam regularmente arraiais nas imediações de Wall Street, o coração financeiro dos EUA,...

Os raros e os outros

O título de um novo programa da RTP1 prometia falar-nos de «portugueses extraordinários» e eu, velho conhecedor dos apreços da Radiotelevisão Portuguesa e confessadamente propenso a suspeições por vezes excessivas, logo me preparei para ouvir prosternados...

«Dez contos de réis e de gente» de José Luís Ferreira

Este livro de José Luís Ferreira - Dez contos de réis de gente - trata da realidade pequena e grande, dos homens, das mulheres e das crianças, no meio rural e no meio urbano, na vida das aldeias, vilas e cidades. É, portanto, um livro que nos identifica...