Missão de solidariedade com o povo palestiniano

Denunciar a repressão israelita

A JCP integrou, entre os dias 18 e 22, uma missão de solidariedade com o povo palestiniano, promovida pelo Conselho Mundial da Paz e pela Federação Mundial da Juventude Democrática.

Pelo fim da política de agressão de Israel

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Composta por 18 pessoas de 14 organizações, de três continentes diferentes, a missão desenrolou-se num momento histórico e crucial para a luta do povo palestiniano contra a criminosa ocupação israelita, coincidindo com o início da discussão, nas Nações Unidas, do reconhecimento do Estado da Palestina como seu membro de pleno direito.

Entre os dias 18 e 22 de Setembro, realizaram-se encontros com o Partido Palestiniano do Povo, com a Frente Popular de Libertação da Palestina, com a Frente Democrática de Libertação da Palestina, com a Fatah, assim como com as suas organizações de juventude, tendo as organizações expressado solidariedade e compromisso com a causa palestiniana a representantes da Organização para a Libertação da Palestina, do Conselho Legislativo da Palestina e da Autoridade Nacional Palestiniana.

«Estas reuniões, mas também o contacto no terreno com o povo palestiniano e as diferentes expressões da ocupação israelita, como os ilegais colonatos e muros [que dividem e ocupam o território palestiniano], ou os testemunhos do aumento da repressão e da agressividade por parte de Israel, traduzidos, por exemplo, no ataque sistemático a resistências palestinianas, ao assassinato do povo, ao incendiar massivo de oliveiras [recurso essencial para a economia de muitas famílias], ou mesmo a libertação de presos israelitas de modo a criar espaço para a prisão dos palestinianos, permitem reforçar a ideia de que só através da luta organizada e da heróica resistência será possível para o povo palestiniano combater o opressor», salienta, em nota de imprensa, a JCP, que defende uma «reforçada» e «coordenada» solidariedade internacional para derrubar «a ilegal e brutal ocupação israelita que os EUA e muitos países da União Europeia insistem em apoiar».

Durante aqueles cinco dias, foi ainda possível reunir com o Partido Comunista de Israel e os seus membros eleitos no Parlamento, com a Juventude Comunista Israelita e outros movimentos sociais pela paz, que corajosamente combatem as medidas de austeridade e repressão do governo israelita, pela unidade de árabes e judeus na luta por direitos sociais e pelo fim da política de agressão de Israel.


Detidos por defender a paz

À chegada a Telavive, no Aeroporto de Israel, os militantes da JCP foram detidos, por nenhuma razão, durante três horas, pelas forças de segurança, e, à partida, foram submetidos a mais de uma hora e meia de interrogatórios e revistas, o que demonstra claramente o profundo carácter antidemocrático do governo israelita, que vive mal com a solidariedade internacional que denuncia os seus crimes.

A JCP reafirma, assim, o seu total compromisso e solidariedade com a luta do povo palestiniano pelo fim da ocupação israelita, indissociável da exigência do cumprimento por Israel, por todos os estados membros da ONU e pelas organizações internacionais, das Resoluções da ONU que reconhecem os direitos nacionais do povo palestiniano, nomeadamente o direito ao estabelecimento do Estado da Palestina, soberano e independente, nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Leste; o fim e desmantelamento de todos os colonatos e do muro de separação; a libertação imediata de todos os presos políticos palestinianos; e o direito ao regresso de todos os refugiados palestinianos à sua pátria e a compensação do povo palestiniano por mais de seis décadas de ocupação.

«Uma reivindicação da mais elementar justiça à qual terá necessariamente de ser associada uma responsabilização e condenação do Estado israelita pelos sucessivos crimes que há décadas comete contra o povo da Palestina, assim como do Governo português que, simplesmente por hesitar sobre a sua posição, demonstra que, cá como nas relações internacionais, está submisso aos interesses dos senhores das grandes fortunas e impérios, independentemente das suas implicações para os povos», condena a JCP.

 

Apelo ao Governo português

Palestinianos devem viver em liberdade

Um vasto número de organizações portuguesas apelaram ao Governo português para que, em obediência ao disposto no art. 7.º da Constituição da República e aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, apoie em todos os fóruns internacionais e em particular no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral da ONU, o reconhecimento do Estado da Palestina – com fronteiras nos territórios ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Leste – como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas.

Ao mesmo tempo, as organizações signatárias apelaram a todos os cidadãos e, em geral, à opinião pública, para que se mobilize e manifeste, de forma comprometida e solidária, em apoio às justas e legítimas aspirações de liberdade do povo palestiniano.

«Há muitas décadas que a legalidade internacional, expressa nas resoluções das Nações Unidas, reconhece o direito inalienável do povo palestiniano a viver em liberdade dentro das fronteiras de um Estado livre e soberano», lê-se no apelo ao Executivo PSD/CDS, subscrito, entre outros, pela Associação de Amizade Portugal Cuba, pela Associação de Intervenção Democrática, pela CGTP-IN, pela Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, pela JCP, pelo Movimento Democrático de Mulheres, pelo PCP, e pelo Partido Ecologista «Os Verdes», assim como por muitos sindicatos e uniões de sindicatos de Lisboa, Aveiro, Setúbal, Beja, Braga e Porto.



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