Orçamento das Forças Armadas

O problema está na submissão

Num comunicado do seu Gabinete de Imprensa de dia 1, o PCP esclarece o «alarido» em torno da sub-orçamentação da Defesa, a pretexto daquilo que o Governo tem apresentado como um «novo buraco orçamental», que agora serve de justificação para praticamente tudo. Os comunistas começam por lembrar que esta sub-orçamentação das Forças Armadas está longe de ser uma «novidade deste ano ou até deste século».

Aliás, prossegue o PCP, o orçamento militar com a sub-orçamentação, nomeadamente na área de pessoal, é um embuste, pois tem sido um «acto deliberado de sucessivos governos do PS, PSD e CDS». Curiosamente ou não, o último governo do PSD e do CDS, com Paulo Portas no Ministério da Defesa, não a alterou.

O PCP esclarece ainda que as situações de ruptura financeira nas Forças Armadas e as várias situações agora noticiadas «têm largos anos e são fruto de medidas e opções políticas desastrosas dos vários governos, designadamente na área do reequipamento militar, com leis de programação militar verdadeiramente megalómanas (com alguns negócios cujos contornos ainda não foram clarificados) aprovadas pelos partidos da troika). Os comunistas lembram que este Governo já se referiu à aquisição de aviões KC390, «cuja compra não está contemplada na Lei de Programação Militar» e consideram que se deveria também pronunciar «sobre o processo de aquisição dos helicópteros NH90, cujo valor final total deverá ultrapassar os seiscentos milhões de euros, um projecto em que a NATO encaixa muitos milhões de euros».

Na opinião do PCP, «está na hora de reestruturar e reequipar as Forças Armadas à medida das exigências das missões nacionais e no quadro das disponibilidades financeiras do País e de pôr fim à participação nas missões internacionais ao serviço dos interesses dos EUA, UE e NATO».



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