«A Filha Rebelde» vai voltar aos palcos

O encenador Carlos Fragateiro pretende repor a peça «A Filha Rebelde», estreada em 2007 no Teatro D. Maria II, e que motivou uma acção em tribunal em que foi acusado, juntamente com Margarida Fonseca Santos e José Manuel Castanheira, de difamação e ofensa à memória de Fernando Silva Pais, último director da PIDE, numa clara tentativa de branqueamento dos crimes do fascismo.

Quatro anos depois da estreia, e uma semana depois dos três arguidos terem sido absolvidos em tribunal (22.07), Carlos Fragateiro anunciou a intenção de fazer regressar a peça aos palcos.

Segundo declarou à Lusa, «repor “A Filha Rebelde” é a melhor vitória deste movimento», admitindo ainda a criação de um movimento cívico «de homenagem aos rebeldes» e à memória, porque «não há futuro sem memória».

A «A Filha Rebelde», que esteve dois meses em cena, era protagonizada por Ana Brandão, no papel de Annie Silva Pais, à frente de um elenco que incluía 16 actores, entre os quais Vítor Norte (Silva Pais) e Lídia Franco (a mãe da protagonista).

O texto, de Margarida Fonseca Santos, baseou-se numa investigação dos jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz.



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