40 anos a divulgar o livro e a leitura
Está a decorrer desde sexta-feira, 24, prolongando-se até ao próximo domingo, 3, a 40.ª Feira do Livro de Alhos Vedros.
Nos pavilhões que acolhem o certame o visitante encontrará diferentes géneros literários, com a chancela de várias editoras – são cerca de vinte as que marcam presença na edição deste ano - , a preços mais acessíveis.
Um programa de animação oferece ainda variados motivos de interesse ao visitante desta consagrada iniciativa cujas raízes remontam ao período da ditadura fascista onde havia livros que eram não só olhados com desconfiança mas censurados e proibidos.
Como salienta o vice-presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, este é afinal um evento único no concelho dirigido para a divulgação do livro e da leitura, bem como para a promoção da cultura popular, que se constitui simultaneamente como «um espaço de convívio e animação».
Uma iniciativa erguida por quantos acreditam, diz ainda o edil daquele concelho ribeirinho da Margem Sul, que «é possível sonhar, fazer e mudar», «é preciso acreditar que podemos construir um País onde os valores da liberdade, da democracia e da justiça social sejam uma realidade».
Uma convicção partilhada pela Academia Musical e Recreativa 8 de Janeiro, que realiza esta Feira do Livro com o apoio da Câmara Municipal da Moita, e para quem não faltam razões para uma visita a Alhos Vedros, à Praça da República, por estes dias. É que, explica em nota pública, «nas grandes superfícies, você é tão somente o cliente. Nas feiras do livros como esta (...), você é a pessoa, o amigo». E por isso, conclui, «são outros os olhos que aqui o recebem e abraçam».