Ataque às reformas

GUE/NGL defende alternativa

O Parlamento Europeu aprovou dia 16 uma resolução que dá seguimento às políticas da Comissão e do Conselho visando o aumento da idade da reforma, sob o pretexto de um alegado aumento da esperança de vida.

Apenas os deputados da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL) e do grupo Socialistas e Democratas se opuseram ao texto, votando uma proposta apresentada pelo GUE/NGL.

Lamentando a não aprovação do texto alternativo, a deputada do PCP, Ilda Figueiredo, acusou a maioria dos deputados do Parlamento Europeu, incluindo do Grupo Socialista, de se colocar ao lado das «políticas anti-sociais que a Comissão e o Conselho estão a praticar, dando cobertura ao caminho neoliberal que estão a prosseguir e querem aprofundar».

A deputada lembrou «as lutas que os trabalhadores têm desenvolvido em diversos países da União Europeia contra o aumento da idade legal da reforma, na defesa de um sistema público solidário e universal da Segurança Social, que valorize as pensões e reformas mais baixas, que respeite as pessoas idosas e lhes permita viver com dignidade, contribuindo para a erradicação da pobreza».

Condenando estas opções, Ilda Figueiredo notou que «como se refere na Resolução alternativa que apresentámos, é possível melhorar as pensões e reformas sem aumento da idade legal, desde que haja mais emprego com direitos, designadamente para os jovens, melhores salários, maior fiscalidade sobre transacções financeiras. Por exemplo, estudos recentes demonstram que um imposto geral sobre as transacções financeiras de 0,1% a nível dos países da União Europeia poderia proporcionar um aumento das receitas anuais na ordem de 2,1% do PIB, ou seja, cerca de 262 mil milhões de euros.»

 



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