RPD da Coreia propõe diálogo incondicional
A República Popular Democrática da Coreia reiterou, a semana passada, a vontade de reunir com partidos, organizações e autoridades sul-coreanas, em qualquer lugar e sem qualquer condição prévia, para tratar de assuntos relacionados com a distensão das relações na península. O apelo surge depois de um outro semelhante, feito igualmente pelo governo de Pyongyang no início deste ano, e rechaçado pela Coreia do Sul que o qualificou de «acto de propaganda».
De acordo com a agência de notícias norte-coreana KCNA, o objectivo é alcançar um acordo bilateral. Da proposta consta ainda a celebração de conversações sob o auspício da Cruz Vermelha na cidade fronteiriça de Kaesong, as quais deveriam ocorrer entre o final de Janeiro e o início de Fevereiro, visando a reabertura do complexo turístico ali situado, bem como a reactivação da Oficina Consultiva de Cooperação Económica Norte-Sul.
A porta-voz do Ministério sul-coreano para a Unificação disse, entretanto, que a Coreia do Norte deverá apresentar previamente um pedido de desculpas por ter efectuado dois ataques militares em 2010.
Pyongyang já demonstrou que quer o afundamento da corveta Cheonan, quer o bombardeamento de uma ilha disputada por ambas as nações no Mar Amarelo, são provocações do vizinho do Sul.
Quanto ao primeiro caso, dizem os norte-coreanos, são totalmente alheios ao sucedido, e em relação ao segundo responderam a um primeiro ataque da Coreia do Sul e após mais de uma hora de pedidos de explicações não respondidos.