Primeiro navio patrulha entregue à Marinha

Projecto prioritário

Quatro anos depois do prazo estabelecido, foi entregue à Marinha, no dia 30, o primeiro de oito navios patrulha pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Em comunicado do seu Gabinete de Imprensa, o PCP reafirmou tratar-se de um projecto prioritário, considerando inaceitável o desprezo e a leviandade com que todo o processo tem sido executado, em contraste com o dinamismo e urgência postos noutro tipo de aquisições.

Para os comunistas, a responsabilidade por este atraso é, em última análise, do Governo, pois trata-se de um contrato efectuado pelo Estado, envolvendo a Armada e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que são uma empresa pública. O PCP recorda que há ainda vários aspectos em falta, como a formação da guarnição e questões relacionadas com as provas de mar.

Para o PCP, é inaceitável que circulem notícias que dão conta do objectivo de vender o barco ao estrangeiro, o que exige do Governo uma clarificação: os navios patrulha são ou não para vender? E se sim, quais são as intenções para os restantes? Fabricá-los? Fabricá-los para a Marinha? Ou fabricá-los para venda ao estrangeiro?

Os comunistas reafirmam o alto interesse que tem para o País a posse de navio patrulha, lembrando que o discurso do mar como potencialidade exige meios nacionais adequados ao exercício da soberania, fiscalização e ao salvamento marítimo. Ao contrário do que é repetido, termina o comunicado, não são os submarinos o meio adequado a essas missões, mas sim os navios patrulha.

 



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