Estudantes exigem demissão de Berlusconi

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Dezenas de milhares de estudantes voltaram a manifestar-se, dia 22, em Roma e noutras principais cidade de Itália, em protesto contra a reforma da lei do ensino superior, que foi nesse dia aprovada no parlamento.

Também em Milão a Turim, Bari, Veneza, Ancona, Nápoles, Cagliari ou Palermo se registaram grandes acções de jovens, que pediram a demissão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi e da ministra da Educação, Mariastella Gelmini, autora de uma reforma que estudantes e professores qualificam de «ultra-liberal e anticonstitucional».

Na capital, onde se concentraram mais de 30 mil manifestantes, o centro histórico e a zona próxima do parlamento foram isolados por centenas de agentes policiais. No mesmo dia à tarde, o presidente Giorgio Napolitano aceitou receber uma delegação de estudantes que lhe entregou uma carta, pedindo-lhe que vete a reforma.

A missiva considera que as alterações legislativas põem em causa «o direito à educação, um dos direitos fundamentais consagrados na Constituição, que é o pacto fundador da nossa sociedade e garante da equidade e da democracia». O chefe de Estado prometeu analisar as reivindicações dos jovens.



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