Ditador argentino condenado a prisão perpétua

O antigo ditador argentino Jorge Rafael Videla, de 85 anos, foi condenado, dia 22, a prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos durante o regime fascista que dominou o país entre 1976 e 1983.

O Tribunal Federal de Córdoba condenou com a mesma pena o general Luciano Benjamín Menéndez e outros 14 réus, num total de 30, que estavam a ser julgados desde Junho naquela capital de província, situada a 800 quilómetros a Norte de Buenos Aires.

Esta foi a primeira sentença efectiva aplicada a Videla desde os processos de 1985, que já o tinham condenado a prisão perpétua. Contudo, em 1990, as penas foram anuladas por decreto do ex-presidente Carlos Menem.

Entre 1998 e 2008, Vilela foi colocado em prisão domiciliária após ser processado por roubo de bebés de presos políticos, crime não coberto pela amnistia, e a partir daí, em prisão preventiva.

Depois de em 2003 terem sido revogadas as leis da impunidade para os crimes da Junta Militar (que limitavam o tempo dos julgamentos e a patente dos militares que poderiam ser acusados), houve 20 julgamentos até ao final de 2009, com 67 condenações e sete absolvições.

Ao longo de 2010, a justiça argentina condenou mais 89 militares e civis por crimes cometidos durante a ditadura, dos quais 47 a prisão perpétua. Em 13 julgamentos, nove réus foram absolvidos. Cerca de 800 arguidos ainda aguardam julgamento.



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