Protesto da cultura no Scala

A abertura da temporada no famoso teatro Scala de Milão ficou marcada, dia 7, por protestos na praça fronteira e no seu interior. Enquanto na rua grupos de estudantes, trabalhadores da cultura e imigrantes aproveitaram a presença do chefe de Estado, Giorgio Napolitano, para apelar à sua intervenção contra as políticas do governo, lá dentro, o maestro Daniel Baremboim dava voz à indignação do sector contra os cortes na cultura.

Antes de começar a dirigir a «Valkiria» de Wagner, perante uma sala repleta de personalidades, Baremboim afirmou sentir-se «honrado» por ter sido nomeado maestro do Scala, mas «em nome dos meus colegas devo dizer que estou muito preocupado com o futuro da cultura em Itália e na Europa». E de seguida leu o artigo 9.º da Constituição italiana no qual está consagrado que a República «promove a cultura e a investigação científica».

Entretanto, no exterior, a polícia de choque carregava sobre os manifestantes à bastonada e com gás lacrimogéneo, fazendo vários feridos.



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