Checos em greve por salários

Mais de 120 mil trabalhadores checos em 20 cidades do país realizaram, dia 8, uma greve de 24 horas em protesto contra as medidas restritivas adoptadas pelo Governo.

Convocada pela Confederação Checo-Morávia de Uniões Sindicais (Čmkos), a jornada de luta teve como objectivo principal repudiar o anunciado corte de dez por cento dos salários dos funcionários públicos.

A paralisação foi especialmente sentida na Educação e na Saúde, bem como na generalidade dos serviços públicos e repartições da administração.

Para ontem, dia 15, os sindicatos dos polícias e dos bombeiros anunciaram uma nova jornada de manifestações, desafiando a lei que não lhes reconhece o direito à greve.

Em Novembro, o governo checo conseguiu a aprovação no Senado do seu orçamento, concebido para reduzir a dívida pública, que ascende a 36 por cento do PIB, um valor muito abaixo de grande parte dos países da União Europeia.

As medidas de austeridade incluem cortes nas prestações sociais e atingem especialmente os mais de 500 mil funcionários públicos. Faltando apenas a promulgação do diploma pelo presidente da República, Václav Klaus, os sindicatos ameaçam convocar uma greve geral caso o governo não revogue as medidas anti-sociais.



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