Comunistas denunciam campanha suja
O Partido dos Comunistas da República Moldava (PCRM) condena a campanha difamatória movida contra os seus candidatos pela chamada Iniciativa Cívica para a Limpeza do Parlamento. Para o PCRM, o projecto tem o claro propósito de desacreditar a mais poderosa força política do país a escassos dias das eleições legislativas antecipadas.
Segundo informações divulgadas pelos comunistas na sua página de Internet, têm sido distribuídos milhares de panfletos com acusações, calúnias e boatos contra os candidatos do PCRM, iniciativa que o partido diz ser «financiada por fundos externos».
Os comunistas moldavos garantem ainda que todas as acusações terão de ser provadas em tribunal, onde será igualmente exigida a reparação moral dos atingidos e do Partido.
Bons e maus indicadores
Entretanto, uma sondagem realizada pela AVAD.MD indica que o PCRM pode vir a alcançar a maioria no parlamento, com 54,3 por cento dos votos e 56 lugares. Muito atrás deverão ficar os partidos da cessante coligação governamental. De acordo com a mesma pesquisa, os partidos Democrata Liberal, Democrata e Liberal deverão obter resultados de 22,6, 9,7 e 8,6 por cento, respectivamente, correspondendo a um total de 45 deputados.
De fora do hemiciclo, diz a AVAD.MD, deverá ficar a Aliança Nossa Moldávia, já que, quando foi realizado o inquérito, esta obtinha pouco mais de 1,5 por cento das intenções de voto.
Na página que tem na rede, o PCRM dá ainda destaque à possibilidade de fraude eleitoral no próximo dia 28 de Novembro, alertando para o facto da única empresa autorizada a fazer sondagens à boca da urna ser romena e ligada a interesses geopolíticos na Moldávia.
A AVAD.MD foi a única entidade a acertar no resultado do referendo do passado dia 5 de Setembro, com o qual a direita pretendia sufragar alterações à constituição do país. No pleito, o PCRM apelou ao boicote, palavra de ordem seguida pela esmagadora maioria do povo. A nulidade do referendo levou o presidente interino a pedir a convocação de legislativas antecipadas.
Recorde-se que a poucos dias do referendo, a esmagadora maioria das sondagens previa uma taxa de participação de 75 por cento. Tal não foram «simples erros», diz a AVAD.MD, uma vez que, acrescentou a organização, «a discrepância entre as projecções amplamente difundidas e os resultados finais era demasiado grande», o que indica que em causa estava a «preparação de falsificações eleitorais».