Fenprof exige suspensão da avaliação
A Federação Nacional dos Professores voltou a reclamar, dia 12, a suspensão imediata do actual modelo de avaliação que está a decorrer, embora «as escolas não o saibam fazer e o Ministério da Educação também não», acusou a Fenprof, através de um comunicado.
Chegada às escolas no dia 11, a Circular com «alegadas orientações sobre a designação de coordenadores de departamento curricular, relatores e coordenadores de estabelecimento em situação excepcional», gerou a confusão. A Fenprof acusa o Ministério da Educação de criar «sucessivas excepções que são ilegais e pedagogicamente insustentáveis», por não saber como aplicar o actual modelo de avaliação».
Com aquela circular, «o Governo quer obrigar os professores a aceitarem relatores (avaliadores) de grupo de recrutamento diferente do seu, através de uma declaração escrita de concordância dos docentes a avaliar, sob pena de ficarem dependentes do que decidir a Direcção Regional de Educação». Os coordenadores que avaliarão os relatores «não têm qualquer tempo dedicado para esse efeito, desenvolvendo esta actividade para além do seu horário normal de trabalho, protestou ainda a federação.
O secretariado da Fenprof, que propôs uma reunião ao Ministério da Educação para discutir estas matérias, anunciou que vai avançar com processos em tribunal para «combater as ilegalidades que estão a ser cometidas, quer em relação à avaliação, quer à progressão na carreira dos professores.
Uma reunião extraordinária do Conselho Nacional da Fenprof foi agendada para dia 27, «para decidir acções de luta, a realizar logo depois da greve geral de dia 24. Foi ainda decidido efectuar acções por um concurso extraordinário em 2011, pelo ingresso e mobilidade dos professores nos quadros, e denunciar os cortes orçamentais na educação «e as suas gravíssimas consequências».