Francisco Lopes à Presidência
Na defesa e afirmação do regime democrático
Trata-se de «uma candidatura vinculada aos valores de Abril, patriótica e de esquerda, portadora das aspirações dos trabalhadores, da juventude e do povo a uma vida melhor, aberta à participação de todos os democratas, que inscreve nos seus objectivos a ruptura com a política de direita e a afirmação de um outro rumo que assegure a construção de um Portugal de progresso, desenvolvido e soberano», lê-se no convite formal para o evento e num resumo dos objectivos essenciais desta candidatura do PCP.
Conforme Francisco Lopes já assinalou em 24 de Agosto último, numa primeira declaração pública sobre a sua candidatura, «as eleições presidenciais pelo seu processo, a sua dinâmica e a decisão sobre as orientações e opções do órgão de soberania Presidência da República exercerão uma importante influência para abrir caminho a uma nova fase da vida nacional», mas «as candidaturas até hoje anunciadas não respondem a esse objectivo». Em contrapartida a candidatura do PCP, «distanciando-se e distinguindo-se de posicionamentos ambíguos, opõe-se ao prosseguimento do actual rumo ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros, sejam quais forem os protagonistas que as realizem».
O candidato do PCP assume igualmente o compromisso de «desenvolver o esclarecimento sobre a prática negativa seguida pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, sobre as suas reais responsabilidades na situação que o País vive, quer pelos dez anos em que foi primeiro-ministro, quer pelo seu mandato como Presidente da República, e de contribuir para derrotar a sua candidatura cujo eventual sucesso configuraria a persistência dos problemas nacionais e um salto qualitativo no seu agravamento».
Também «assumimos o compromisso de intervir na defesa e afirmação do regime democrático, promovendo o respeito, cumprimento e efectivação da Constituição da República e dando combate às práticas que a desrespeitam e aos projectos que visam a sua subversão».