Greve no têxtil do Bangladesh

Comunistas pedem solidariedade internacional

O Partido Comunista do Bangladesh (PCB) apela à solidariedade internacional para com os mais de três milhões de trabalhadores do sector têxtil em greve no país. Em comunicado emitido na segunda-feira, os comunistas frisam que a luta por um salário base de 5000 takas (cerca de 56 euros), pelo reconhecimento de direitos sindicais e laborais, e pelo cumprimento das normas básicas referentes a condições de higiene e segurança no trabalho é para continuar, isto apesar da violência movida pelos patrões e pelo governo.

No texto, divulgado pelo solidnet.org, o PCB recorda que os operários daquele sector são os mais mal pagos do mundo, ficando atrás dos seus camaradas do Nepal e muito aquém dos trabalhadores de outros sectores industriais do Bangladesh.

«Mão-de-obra barata e extrema exploração é a fórmula base dos lucros fabulosos do sector têxtil», lembram os comunistas bengaleses que, sublinham ainda, por esse facto os trabalhadores afectos à produção de vestuário e suas famílias sobrevivem em condições desumanas.

Na base da revolta massiva está, igualmente, a privação de direitos. «Apesar das leis laborais existentes, quase todos os trabalhadores do sector são privados de direitos sindicais. As tentativas de formar sindicatos foram frustradas por uma severa repressão, por despedimentos, por prisões e tortura, e por espancamentos levados a cabo por grupos violentos contratados pelos patrões. Tais situações – agravadas e repetidas no decurso da actual greve – estão na base da insurreição no sector», sintetiza o Partido Comunista.



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