Faleceu Luis Corvalán

Faleceu no passado dia 21 de Julho, aos 94 anos de idade, o ex-secretário-geral do Partido Comunista do Chile (PCC), Luis Corvalán Lepe. Nascido em Setembro de 1916 na cidade de Tomé, Corvalán trabalhou primeiro como professor primário e depois como jornalista nos periódicos comunistas Frente Popular e El Siglo.

Em 1932 ingressa nas fileiras do Partido Comunista e em 1947 conhece a sua primeira prisão na sequência da ilegalização do PCC, passando pelos campos de concentração de Pitrufquén e Pisagua.

Em 1950 é eleito para o Comité Central do Partido, órgão no qual se manteve até à data da sua morte. Em 1958 foi eleito secretário-geral do PCC, cargo que ocupou até 1989, quando foi substituído por Volodia Teitelboim, igualmente falecido recentemente.

Senador da República em dois mandatos, entre 1961 e 1973, colaborou intensamente com o presidente Salvador Allende. Depois do golpe militar fascista de Augusto Pinochet foi perseguido e, finalmente, detido e torturado nos cárceres da ilha Dawson, de Ritoque e de Três Alamos. Ainda na prisão, foi galardoado com o prémio Lénine para a Paz, em 1973.

Fruto de uma intensa campanha internacional e da acção diplomática da URSS, Corvalán foi libertado, em 1976, junto com outros 200 prisioneiros políticos chilenos, tendo-se exilado posteriormente na URSS.

Luis Corvalán deixa publicadas obras como «Ricardo Fonseca – Combatente exemplar» (1971), «Santiago-Moscovo-Santiago», «Uma vida de combate» (1997), «O governo de Salvador Allende» (2003) ou «Os comunistas e a democracia». À data da sua morte estava a terminar um livro de memórias.

No passado dia 6 de Junho, Luis Corvalán recebeu no Teatro Normandie, por altura do aniversário do PCC, a medalha Luis Emilio Recabaren, máxima distinção atribuída pelo Partido.

O corpo de Corvalán foi a enterrar sábado, 24, no cemitério geral da capital do Chile, Santiago.



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