STAL quer água e saneamento como Direito Humano
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros uma carta na qual defende que Portugal, através do seu representante diplomático nas Nações Unidas, apoie um projecto de resolução visando inscrever o acesso à água e saneamento como um Direito Humano Universal.
Previa-se que o projecto fosse apresentado ontem à AG da ONU pela Bolívia.
No texto cujo primeiro subscritor é o governo liderado por Evo Morales, apela-se ainda à doação de meios técnicos, financeiros e competências aos países do Sul do globo, permitindo, assim, que estes possam construir serviços públicos que consubstanciem tal objectivo.
O STAL, sindicato representativo dos trabalhadores do sector das águas em Portugal, nota que actualmente 1,2 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável e 2,6 mil milhões não possuem saneamento básico.
No comunicado à imprensa, o sindicato recorda ainda que, em Março de 2009, por ocasião do Dia Mundial da Água, foi entregue à Assembleia da República um abaixo-assinado com mais de 36 mil subscrições em defesa do direito à água e por uma gestão pública e de qualidade.
Recentemente, acrescenta o STAL, um estudo encomendado à Marktest concluiu que 90 por cento dos portugueses consideram o acesso à água um direito que deve ser assegurado a todas as pessoas independentemente da sua condição económica e social e da região onde habitam.