Elian Gonzalez, um «desenlace feliz»
Os órgãos de comunicação social cubanos destacaram, segunda-feira, os dez anos do regresso de Elian Gonzalez a Cuba, recordando o «drama humano» que teve um «desenlace feliz».
Em Novembro de 1999, Elian Gonzalez sobreviveu ao naufrágio de uma embarcação de emigrantes ilegais, durante a qual morreu a mãe e outras dez pessoas, quando tentavam alcançar a costa da Florida. Com apenas seis anos, o rapaz foi resgatado por um pescador e entregue a familiares que se recusaram a devolver a criança ao pai.
Começou então uma longa disputa legal, política e um drama familiar: Fidel Castro surgiu como um activo promotor do regresso do menino a Cuba, o que só aconteceria sete meses mais tarde.
Hoje, o jornal oficial Juventud Rebelde lembra que «a dor da tragédia» desapareceu graças «ao carinho dos seus e do povo» e que Elián vive «feliz como qualquer outro adolescente». «Com o seu regresso terminava a vitória da justiça universal e de todos os cubanos, da solidariedade internacional e do melhor do povo norte-americano», defende o artigo de uma página.