Jornadas de trabalho
Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu reafirmámos um compromisso com o povo português. Um compromisso que resulta de uma «intensa e genuína ligação à vida, aos trabalhadores, ao povo e aos seus anseios e aspirações». Um compromisso de há muito, «forjado nas grandes jornadas de luta que têm marcado a vida do País»(i) . Um compromisso de combate, de resistência, de proposta e de luta.
Ao longo dos últimos nove meses, a intervenção dos deputados do PCP no PE tem vindo a dar expressão concreta a esse compromisso, em cada novo dia. Uma intervenção que, em Bruxelas e em Estrasburgo, faz a diferença. Porque como nenhuma outra – olhando para o leque partidário nacional representado no PE – afirma a necessidade de ruptura com as políticas que nos conduziram à crise e aponta os caminhos para essa ruptura; considera como um caminho central a afirmação da independência, da soberania e do interesse nacionais; dá voz a todos os que no País lutam contra as injustiças e por uma vida melhor, estimulando e impulsionando a intervenção popular; tem na solidariedade internacionalista com todos os povos em luta uma importante marca, sempre presente.
Mas um outro traço distintivo fundamental da nossa intervenção é o intenso trabalho levado a cabo no País. Seja através de uma estreita e permanente articulação com as organizações do Partido, seja fruto do contacto directo e do diálogo no terreno com «os trabalhadores, organizações e movimentos sociais e os diversos sectores económicos e sociais» da vida nacional.
É a partir desse insubstituível contacto com a realidade do País que enriquecemos a nossa intervenção, no fundo, que lhe damos sentido e substância. É através do diálogo com os trabalhadores e com as suas organizações, com agricultores, pescadores, pequenos e médios empresários, estudantes, dirigentes associativos, autarcas, com as populações – em reuniões, simples conversas, encontros ou sessões públicas de âmbito e alcance diversificados – que conhecemos os seus problemas e os seus anseios, que fundamentamos a denúncia, que elaboramos proposta, que afirmamos (e enriquecemos) o Partido e o seu projecto.
Este trabalho é parte integrante e inalienável do compromisso assumido com o povo português. Mais do que isso, é um modo de ser e de estar dos eleitos comunistas.
Enquanto outros procuram na tão propalada necessidade de «aproximação entre eleitores e eleitos» uma justificação para novos e perigosos ataques ao regime democrático, por via de engenharias eleitorais que distorcem a vontade e a representação popular, nós damos uma resposta concreta a essa necessidade no dia-a-dia.
Iniciativas em todo o País
Por isso, iniciámos há poucas semanas um percurso que, nos próximos meses, nos vai levar a todos os distritos do País e às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Jornadas de trabalho pelo País, assim lhe chamámos, que nestas primeiras semanas envolveram já a realização de dezenas de iniciativas, de Norte a Sul, que nos permitiram um vivo e impressivo contacto com a situação económica e social do País: com o desemprego e o trabalho precário, seu irmão siamês, com a franca debilitação dos sectores produtivos nacionais, com a degradação dos serviços públicos e as crescentes dificuldades que as populações enfrentam para lhes aceder, com o alastrar da pobreza e da exclusão social.
Uma realidade que, nas suas várias facetas, deixa claro um iniludível vínculo entre os principais problemas com que o povo português se confronta e as orientações e políticas dominantes ao nível da União Europeia: dos reconhecidamente estúpidos mas sempiternos (porque do interesse dos que comandam este processo de integração) critérios do Pacto de Estabilidade e consequentes imposições às políticas orçamentais, até às políticas comuns, agrícola e das pescas, passando pelas liberalizações e privatizações de sectores fundamentais e pela desregulação e liberalização do comércio.
Jornadas de trabalho que tiveram já sequência em diversas interpelações e intervenções feitas em Estrasburgo e em Bruxelas; que qualificaram e enriqueceram o conteúdo dos relatórios que temos vindo a elaborar; que nos deixam, enfim, mais bem preparados para três direcções fundamentais do nosso trabalho no PE: «defender sempre firmemente os interesses portugueses resistindo a decisões que os prejudiquem; minimizar com medidas concretas os condicionalismos e consequências negativas da integração; e utilizar a favor do progresso de Portugal e do bem-estar dos portugueses todos os meios, recursos e possibilidades que a integração possa oferecer».(ii)
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(i) Declaração Programática do PCP para as Eleições Europeias de 2009
(ii) Programa do PCP
Ao longo dos últimos nove meses, a intervenção dos deputados do PCP no PE tem vindo a dar expressão concreta a esse compromisso, em cada novo dia. Uma intervenção que, em Bruxelas e em Estrasburgo, faz a diferença. Porque como nenhuma outra – olhando para o leque partidário nacional representado no PE – afirma a necessidade de ruptura com as políticas que nos conduziram à crise e aponta os caminhos para essa ruptura; considera como um caminho central a afirmação da independência, da soberania e do interesse nacionais; dá voz a todos os que no País lutam contra as injustiças e por uma vida melhor, estimulando e impulsionando a intervenção popular; tem na solidariedade internacionalista com todos os povos em luta uma importante marca, sempre presente.
Mas um outro traço distintivo fundamental da nossa intervenção é o intenso trabalho levado a cabo no País. Seja através de uma estreita e permanente articulação com as organizações do Partido, seja fruto do contacto directo e do diálogo no terreno com «os trabalhadores, organizações e movimentos sociais e os diversos sectores económicos e sociais» da vida nacional.
É a partir desse insubstituível contacto com a realidade do País que enriquecemos a nossa intervenção, no fundo, que lhe damos sentido e substância. É através do diálogo com os trabalhadores e com as suas organizações, com agricultores, pescadores, pequenos e médios empresários, estudantes, dirigentes associativos, autarcas, com as populações – em reuniões, simples conversas, encontros ou sessões públicas de âmbito e alcance diversificados – que conhecemos os seus problemas e os seus anseios, que fundamentamos a denúncia, que elaboramos proposta, que afirmamos (e enriquecemos) o Partido e o seu projecto.
Este trabalho é parte integrante e inalienável do compromisso assumido com o povo português. Mais do que isso, é um modo de ser e de estar dos eleitos comunistas.
Enquanto outros procuram na tão propalada necessidade de «aproximação entre eleitores e eleitos» uma justificação para novos e perigosos ataques ao regime democrático, por via de engenharias eleitorais que distorcem a vontade e a representação popular, nós damos uma resposta concreta a essa necessidade no dia-a-dia.
Iniciativas em todo o País
Por isso, iniciámos há poucas semanas um percurso que, nos próximos meses, nos vai levar a todos os distritos do País e às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Jornadas de trabalho pelo País, assim lhe chamámos, que nestas primeiras semanas envolveram já a realização de dezenas de iniciativas, de Norte a Sul, que nos permitiram um vivo e impressivo contacto com a situação económica e social do País: com o desemprego e o trabalho precário, seu irmão siamês, com a franca debilitação dos sectores produtivos nacionais, com a degradação dos serviços públicos e as crescentes dificuldades que as populações enfrentam para lhes aceder, com o alastrar da pobreza e da exclusão social.
Uma realidade que, nas suas várias facetas, deixa claro um iniludível vínculo entre os principais problemas com que o povo português se confronta e as orientações e políticas dominantes ao nível da União Europeia: dos reconhecidamente estúpidos mas sempiternos (porque do interesse dos que comandam este processo de integração) critérios do Pacto de Estabilidade e consequentes imposições às políticas orçamentais, até às políticas comuns, agrícola e das pescas, passando pelas liberalizações e privatizações de sectores fundamentais e pela desregulação e liberalização do comércio.
Jornadas de trabalho que tiveram já sequência em diversas interpelações e intervenções feitas em Estrasburgo e em Bruxelas; que qualificaram e enriqueceram o conteúdo dos relatórios que temos vindo a elaborar; que nos deixam, enfim, mais bem preparados para três direcções fundamentais do nosso trabalho no PE: «defender sempre firmemente os interesses portugueses resistindo a decisões que os prejudiquem; minimizar com medidas concretas os condicionalismos e consequências negativas da integração; e utilizar a favor do progresso de Portugal e do bem-estar dos portugueses todos os meios, recursos e possibilidades que a integração possa oferecer».(ii)
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(i) Declaração Programática do PCP para as Eleições Europeias de 2009
(ii) Programa do PCP