Morreu Jorge Fatia

Centenas de populares e inúmeras entidades – misericórdias e União das Misericórdias, colectividades, autarquias, forças da segurança, Igreja católica, comunicação social – compareceram, na quinta-feira passada, no cemitério do Pinhal do Forno para prestarem a última homenagem ao Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, Frederico Jorge Bajanca Fatia.
Natural da freguesia de Alhos Vedros, concelho da Moita, Jorge Fatia foi membro da Comissão de Trabalhadores e delegado sindical da Garagem Vitória.
No plano associativo, destacou-se, primeiro como atleta da União Futebol Clube Moitense e do Clube Recreio e Instrução (CRI) e, posteriormente, pela sua intervenção como dirigente no CRI, na fundação da Comissão de Moradores de Alhos Vedros e na direcção da PLURICOOP.
Era, desde 1999, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, instituição na qual desempenhou ainda as funções de membro do Concelho Fiscal e da Mesa Administrativa da Misericórdia, da qual foi vice-presidente.
Membro do Partido Comunista Português logo após o 25 de Abril, Jorge Fatia integrou a Comissão Concelhia da Moita do PCP e a Comissão Freguesia de Alhos Vedros, e foi em representação do Partido que assumiu presidência da Junta de Freguesia e da Assembleia de Freguesia de Alhos Vedros, e o cargo de 1.º secretário da Assembleia Municipal da Moita.
No funeral estiveram presentes muitos dos seus camaradas, entre os quais José Capucho, do Secretariado do Comité Central, e Margarida Botelho, da Comissão Política do PCP. Armando Morais, membro do Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP e responsável pela Comissão Concelhia da Moita sublinhou, no elogio fúnebre a Jorge Fatia, que todas as palavras são poucas para fazer justiça à enorme dimensão humana, à generosidade, à modéstia, ao enorme empenhamento cívico e político de Jorge Fatia.
Em nenhum dos cargos que assumiu nos diversos planos quis ser remunerado ou retirar qualquer proveito. «Dar parte de si aos outros foi a postura natural deste cidadão», frisou. «A frase de Gabriel Garcia Marquez parece que foi escrita para Jorge Fatia: “um homem só deve olhar de cima para baixo para outro homem quando for para o ajudar a levantar-se”», concluiu Armando Morais.


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