PCC sobre o terramoto no Chile

«Neoliberalismo agudizou consequências»

O Partido Comunista do Chile (PCC) considera que o sismo que abalou o país «evidenciou, de forma dramática, os danos provocados pelo modelo de Estado construído a partir da ditadura de Pinochet, o qual privatizou serviços essenciais - como comunicações, distribuição de electricidade, água potável ou segurança pública - que colapsaram no contexto da catástrofe».
«Tal foi o resultado de um Estado ausente, que deixou nas mãos de um mercado insaciável na sua afã de lucro serviços vitais para a população e que permitiu a construção de edifícios, auto-estradas e pontes ao arrepio das normas anti-sísmicas vigentes no país», sublinha o Comité Central do PCC.
No texto, a direcção comunista chilena solidariza-se com as vítimas e compromete-se a tudo fazer para evitar que a reconstrução das áreas afectadas seja feita à custa do roubo dos trabalhadores e dos sectores mais necessitados.
«No dia 11 de Março, a direita assumirá o governo. Já estão a utilizar esta catástrofe natural como desculpa para não cumprirem as promessas eleitorais. A direita tentará aprofundar a aplicação deste modelo fracassado privatizando as poucas empresas que se mantêm propriedade estatal, entre as quais a Codelco [Corporação Nacional de Cobre], sob o pretexto de obter mais recursos para a reconstrução do país, em vez de recorrer aos milhões de dólares que o Estado acumulou durante anos pelo alto preço do cobre [depositados em bancos estrangeiros], ou agravar os impostos sobre as transnacionais e o sector financeiro», conclui o PCC.


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