Itália

A razia das PME

Nos últimos dois anos, 42 mil empresários, artesãos e trabalhadores independentes declararam falência em Itália. Segundo relata o jornal francês Le Monde (09.03), baseando-se em dados da Confederação Italiana de Sindicatos, a ruína atinge sobretudo as pequenas empresas, que constituem 75 por cento do total de falências no país.
Antes gabadas pela sua vitalidade e capacidade de adaptação às condições do mercado, capazes de produzir muito e a preços competitivos, as PME foram as primeiras a acusar a profundidade da crise. Isto porque, em boa parte dos casos, a sua actividade depende directamente das encomendas dos grandes grupos.
A crise das PME é indissociável da natureza monopolista das políticas públicas e da total impunidade dos grandes grupos que antes lhes compravam a produção a bom preço e que agora se esquecem até de saldar as dívidas.
Segundo estimativas de uma associação de pequenos e médios empresários de Veneza, os grandes grupos deviam recentemente 600 milhões de euros às PME da região, que assim são empurradas para a falência perante a total frieza da banca que lhes recusa novos financiamentos e a passividade do Estado ao serviço dos monopólios.


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