Na CACIA e na Somincor

Greves pelos salários

Os trabalhadores não cedem às pressões patronais e passam à luta, por melhores condições de vida e pela justa remuneração da força que cria a riqueza.

A unidade e a luta são a melhor resposta à exploração

Sem aumentos salariais em 2009 e com a administração a recusar-se a negociar o caderno reivindicativo que contém a actualização salarial para 2010, os trabalhadores da CACIA, que fabrica componentes automóveis para a Renault, decidiram iniciar hoje uma série de paralisações diárias de 30 minutos, a meio de cada turno.
Nos plenários realizados dia 10, os trabalhadores suspenderam de imediato os efeitos da «bolsa de horas» e marcaram, também a partir de hoje, greve ao trabalho suplementar. A comissão sindical dos Metalúrgicos, da CGTP-IN, informou que as greves podem prolongar-se até ao fim de Fevereiro, se antes a administração não alterar a sua posição e iniciar negociações, tanto mais que a empresa «obteve resultados positivos significativos no ano de 2009».
Com adesão superior a 90 por cento, que se manteve desde o primeiro turno de terça-feira, os trabalhadores da Somincor, que explora a mina de Neves Corvo, em Castro Verde, estão em greve por tempo indeterminado, reclamando um aumento de cem euros, no valor do «subsídio de fundo» e a garantia de pagamento da compensação pelo Dia de Santa Bárbara (a administração decidiu, em Dezembro, passar para metade o valor, há anos acordado, para que o dia da padroeira dos mineiros passasse a ser um dia de trabalho normal na empresa).
«O trabalho na indústria mineira é especialmente penoso, sobretudo para quem labora no fundo da mina, por isso é justa a reivindicação», defende o Sindicato dos Mineiros (STIM/CGTP-IN), que considera «inaceitável» o corte de 50 por cento, decidido pela administração da Somincor, empresa do grupo Lundin Mining, que há dois anos decidiu alienar a Pirites Alentejanas, em Aljustrel.


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