EUA provocam China
O presidente norte-americano recebe hoje, na Casa Branca, o chamado líder espiritual tibetano Dalai Lama. O encontro de Barack Obama com o defensor da secessão daquele território face à China motivou fortes protestos da parte do governo da República Popular, que pediu aos EUA que cumpram o compromisso de reconhecerem o Tibete como parte integrante da China.
Não obstante, o governo norte-americano justificou o encontro oficial argumentando que o Dalai Lama é «um líder religioso respeitado em todo o mundo», acrescentando, em jeito de provocação, que é igualmente «um porta-voz na luta pelos direitos dos tibetanos».
A tensão entre a China e os EUA tem vindo a avolumar-se nas últimas semanas. Primeiro foi o diferendo em torno do controle da Internet, com os EUA a usarem a actividade da Google na China como arma de arremesso. Posteriormente, o anúncio de um novo contrato de venda de armamento norte-americano a Taiwan no valor de 6,4 mil milhões de dólares. Incluído neste pacote está a venda de mísseis Patriot, navios detectores de minas submarinas, helicópteros Black Hawk e tecnologia de comunicações para caças-bombardeiro.
Pequim considerou este acordo uma ofensa ao povo chinês, colocou como hipótese o levantamento de sanções às empresas implicadas, advertiu para o severo retrocesso nas relações económicas e militares entre a China e os EUA que tal decisão vai provocar, e lembrou que na década de 80 foi aprovada uma declaração comum entre a China e os EUA que previa a redução gradual do fornecimento de armamento ao governo da Formosa.
A Casa Branca diz que «a decisão de vender armas a Taiwan contribui para manter a segurança e a estabilidade» na região.
Não obstante, o governo norte-americano justificou o encontro oficial argumentando que o Dalai Lama é «um líder religioso respeitado em todo o mundo», acrescentando, em jeito de provocação, que é igualmente «um porta-voz na luta pelos direitos dos tibetanos».
A tensão entre a China e os EUA tem vindo a avolumar-se nas últimas semanas. Primeiro foi o diferendo em torno do controle da Internet, com os EUA a usarem a actividade da Google na China como arma de arremesso. Posteriormente, o anúncio de um novo contrato de venda de armamento norte-americano a Taiwan no valor de 6,4 mil milhões de dólares. Incluído neste pacote está a venda de mísseis Patriot, navios detectores de minas submarinas, helicópteros Black Hawk e tecnologia de comunicações para caças-bombardeiro.
Pequim considerou este acordo uma ofensa ao povo chinês, colocou como hipótese o levantamento de sanções às empresas implicadas, advertiu para o severo retrocesso nas relações económicas e militares entre a China e os EUA que tal decisão vai provocar, e lembrou que na década de 80 foi aprovada uma declaração comum entre a China e os EUA que previa a redução gradual do fornecimento de armamento ao governo da Formosa.
A Casa Branca diz que «a decisão de vender armas a Taiwan contribui para manter a segurança e a estabilidade» na região.