Seis dias de greve em Coimbra

A cidade de Coimbra é hoje palco de uma manifestação dos estudantes do superior, iniciativa que marca o início de uma greve de seis dias. Ambos os protestos foram aprovados na Assembleia Magna que teve lugar na passada quinta-feira e que contou com a participação de um milhar de alunos.
Para ontem – dia da abertura solene das aulas – estava previsto o «Encerramento Solene» da universidade. A politização da Festa das Latas, que decorre entre os dias 22 e 28, foi outra decisão tomada na Assembleia Magna.
O presidente da Associação Académica de Coimbra afirmou que os estudantes estão dispostos a levar a luta até à «desobediência civil» e a acções como «cortes de estradas e de auto-estradas ou alunos barricados». Em declarações à agência Lusa, Vítor Hugo Salgado considera que Maria da Graça Carvalho «pediu contestação» ao afirmar que continuaria a política e a estratégia de Pedro Lynce. «Será que vale a pena o diálogo com a nova ministra depois de ela afirmar que não vai alterar uma linha do projecto do seu antecessor?», questionou.
O valor das propinas não foi fixado na Universidade de Coimbra devido à acção dos estudantes. No dia 1, os 25 representantes dos alunos no Senado abandonaram a sessão, inviabilizando uma decisão por falta de quorum. No dia 7, uma nova reunião daquele órgão foi invadida por dezenas de estudantes. Com um adesivo a tapar a boca, ocuparam o espaço entre as filas de cadeiras. «A posição dos estudantes é a de não compactuar com a fixação das propinas», declarou Vítor Hugo Salgado.
Está marcada uma nova reunião do Senado para o início de Novembro.


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