Estudantes intensificam contestação
Dia 21, o ensino superior vai parar. Os estudantes cumprem uma greve nacional contra o aumento das propinas e outras medidas introduzidas pelo Governo. Até lá, os protestos não param.
Aveiro assistiu à maior manifestação do superior dos últimos anos
Os estudantes do ensino universitário e politécnico fazem greve na próxima terça-feira, contra a Lei de Bases e de Financiamento do Ensino Superior (nomeadamente o aumento das propinas), a diminuição da acção social escolar, o sistema de prescrições e a exclusão dos representantes dos alunos nos órgãos de gestão. Os protestos contra o Governo multiplicam-se em todo o País.
O aumento das propinas para 700 euros na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal foi a principal motivo da manifestação dos estudantes da instituição, que desfilaram até ao centro da cidade, na quinta-feira passada.
«Somos radicalmente contra o pagamento de propinas, sejam os 700 euros ou qualquer outro montante», afirmou o presidente da Associação de Estudantes, Luís Godinho, à agência Lusa, acrescentando que os 2500 alunos da Escola Superior de Tecnologias do Instituto Politécnico de Setúbal se poderão juntar aos colegas da Escola Superior de Educação e da Escola Superior de Ciências Empresariais em próximas acções de luta contra o aumento das propinas.
Na véspera, três mil estudantes dos pólos de Braga e de Guimarães da Universidade do Minho desfilaram numa marcha silenciosa desde Gualtar até ao Governo Civil bracarense. Trata-se da maior manifestação do ensino superior realizada em Braga nos últimos anos.
No dia 7, 2500 alunos da Universidade de Aveiro exigiram a revogação da lei das propinas, numa manifestação que atravessou a cidade, gritando palavras de ordem como «Durão! Agarra que é ladrão!» ou «Bolsas sim, propinas não!».
Quando chegaram junto da sede distrital do PSD, os estudantes sentaram-se no chão e fizeram um minuto de silêncio. Usando um cordel atado ao pulso ou ao pescoço, símbolo da forca, os estudantes entregaram no Governo Civil os documentos aprovados na última assembleia-geral da Associação Académica de Aveiro (AAAv).
«Semana de luto» no Porto
Estudantes de diversas faculdades da Universidade do Porto concentraram-se na segunda-feira em frente ao Auditório da Reitoria, onde estava reunido o Senado daquela instituição, protestando contra as propinas. O protesto acabou por chegar à sala de reunião, provocando a sua interrupção.
Outras acções de luta estudantil tiveram lugar em escolas da Universidade do Porto, nesse dia. Na Faculdade de Engenharia, na cerimónia de inauguração da Semana Académica da FEUP, alguns dirigentes associativos apareceram simbolicamente de boca tapada com máscaras.
A Faculdade de Arquitectura deu início à «Semana de Luto», com a colocação de várias faixas negras e cartazes. Ontem ter-se-á realizado o «Grito de Revolta da Academia» às 15h00, altura em que os estudantes terão apitado e buzinado à porta da instituição. Para a noite estava marcada uma concentração no centro da cidade, com a colocação de velas acesas junto ao Governo Civil.
«Estamos a protestar contra a Lei de Bases e de Financiamento do Ensino Superior, porque achamos que inclui uma série de injustiças para os estudantes. O ensino é um direito e não deve ser um serviço pago», afirmou ao Avante! Vasco Cortez, membro da AE da Faculdade de Arquitectura do Porto.
A Associação Académica de Lisboa (AAL) decidiu prolongar a greve até quinta-feira, dia 24. No entanto, até ao fecho da nossa edição, muitas associações de estudantes da capital ainda não tinham sido informadas oficialmente da decisão da AAL e, por isso, não tinha debatido a adesão ao prolongamento do protesto.
Mas a contestação em Lisboa não se ficam pela greve. Para ontem estava previsto um cordão humano na Cidade Universitária. No mesmo local realiza-se hoje uma manifestação convocada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, enquanto na próxima terça-feira a AAL organiza um passeio de bicicleta contestatário desde a Cidade Universitária até ao Terreiro do Paço. Na segunda-feira, a Faculdade aquela faculdade foi encerrada pelos estudantes.
O aumento das propinas para 700 euros na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal foi a principal motivo da manifestação dos estudantes da instituição, que desfilaram até ao centro da cidade, na quinta-feira passada.
«Somos radicalmente contra o pagamento de propinas, sejam os 700 euros ou qualquer outro montante», afirmou o presidente da Associação de Estudantes, Luís Godinho, à agência Lusa, acrescentando que os 2500 alunos da Escola Superior de Tecnologias do Instituto Politécnico de Setúbal se poderão juntar aos colegas da Escola Superior de Educação e da Escola Superior de Ciências Empresariais em próximas acções de luta contra o aumento das propinas.
Na véspera, três mil estudantes dos pólos de Braga e de Guimarães da Universidade do Minho desfilaram numa marcha silenciosa desde Gualtar até ao Governo Civil bracarense. Trata-se da maior manifestação do ensino superior realizada em Braga nos últimos anos.
No dia 7, 2500 alunos da Universidade de Aveiro exigiram a revogação da lei das propinas, numa manifestação que atravessou a cidade, gritando palavras de ordem como «Durão! Agarra que é ladrão!» ou «Bolsas sim, propinas não!».
Quando chegaram junto da sede distrital do PSD, os estudantes sentaram-se no chão e fizeram um minuto de silêncio. Usando um cordel atado ao pulso ou ao pescoço, símbolo da forca, os estudantes entregaram no Governo Civil os documentos aprovados na última assembleia-geral da Associação Académica de Aveiro (AAAv).
«Semana de luto» no Porto
Estudantes de diversas faculdades da Universidade do Porto concentraram-se na segunda-feira em frente ao Auditório da Reitoria, onde estava reunido o Senado daquela instituição, protestando contra as propinas. O protesto acabou por chegar à sala de reunião, provocando a sua interrupção.
Outras acções de luta estudantil tiveram lugar em escolas da Universidade do Porto, nesse dia. Na Faculdade de Engenharia, na cerimónia de inauguração da Semana Académica da FEUP, alguns dirigentes associativos apareceram simbolicamente de boca tapada com máscaras.
A Faculdade de Arquitectura deu início à «Semana de Luto», com a colocação de várias faixas negras e cartazes. Ontem ter-se-á realizado o «Grito de Revolta da Academia» às 15h00, altura em que os estudantes terão apitado e buzinado à porta da instituição. Para a noite estava marcada uma concentração no centro da cidade, com a colocação de velas acesas junto ao Governo Civil.
«Estamos a protestar contra a Lei de Bases e de Financiamento do Ensino Superior, porque achamos que inclui uma série de injustiças para os estudantes. O ensino é um direito e não deve ser um serviço pago», afirmou ao Avante! Vasco Cortez, membro da AE da Faculdade de Arquitectura do Porto.
A Associação Académica de Lisboa (AAL) decidiu prolongar a greve até quinta-feira, dia 24. No entanto, até ao fecho da nossa edição, muitas associações de estudantes da capital ainda não tinham sido informadas oficialmente da decisão da AAL e, por isso, não tinha debatido a adesão ao prolongamento do protesto.
Mas a contestação em Lisboa não se ficam pela greve. Para ontem estava previsto um cordão humano na Cidade Universitária. No mesmo local realiza-se hoje uma manifestação convocada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, enquanto na próxima terça-feira a AAL organiza um passeio de bicicleta contestatário desde a Cidade Universitária até ao Terreiro do Paço. Na segunda-feira, a Faculdade aquela faculdade foi encerrada pelos estudantes.