Frente Comum calendariza acções e lutas

Forçar o Governo a recuar

Para prosseguir a luta contra a «reforma» da Administração Pública imposta pela anterior maioria absoluta do PS, o plenário nacional da Frente Comum agendou, para 5 de Fevereiro, uma concentração nacional de protesto, em Lisboa.

«As propostas do Governo não resolvem problema nenhum»

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, no plenário nacional de dia 86, na Associação dos Comerciantes, em Lisboa, marcou um conjunto de acções e de lutas, cujo ponto alto será uma manifestação nacional, no próximo dia 5. «Independentemente de o Governo, por ter perdido a maioria absoluta, ter sido forçado a ceder, com os professores, a verdade é que insiste em aplicar as mesmas políticas para a generalidade da Administração Pública, e por isso teremos de continuar a lutar», explicou ao Avante!, a coordenadora da FCSAP, Ana Avoila.
Os representantes sindicais aprovaram uma moção, intitulada, «Os trabalhadores da Administração Pública não têm de pagar a crise», onde consta um calendário de acções, para reivindicar salários e pensões dignas, a reposição do poder de compra perdido; a suspensão do sistema de avaliação de desempenho e a introdução de uma norma transitória que confira o direito a progredir de posição remuneratória a cada três anos; a manutenção do horário de 35 horas semanais e sete diárias, rejeitando a flexibilidade e a adaptabilidade; a revogação das normas gravosas da legislação para a Administração Pública, repondo o vínculo de nomeação; e a reposição das condições de aposentação que estiveram em vigor até 2004.
«O Governo cedeu às reivindicações dos professores e da Fenprof graças, fundamentalmente, à forte luta desenvolvida que, com objectivos muito claros, deu um forte contributo para a perda da maioria absoluta do PS», salientou a dirigente sindical comunista.
A FCSAP reivindica «uma progressão na carreira que não penalize os trabalhadores na aposentação, como a obtida pela Fenprof», explicou Ana Avoila, recordando que actualmente, «mais de 75 por cento dos funcionários só poderão progredir de dez em dez anos».
Ao lembrar a marcante manifestação, que reuniu mais de cem mil funcionários públicos contra a reforma da Administração pública, a dirigente sindical garantiu que «nunca aceitaremos que passe a haver sectores da Administração Pública com melhores condições de progressão na carreira do que outros, nem a precarização através dos estágios».
Combater a precarização através de estágios e o recurso à sub-contratação de empresas privadas, e reivindicar aumentos salariais de 4,5 por cento, com um mínimo de 50 euros, são ojerctivos de que a FCSAP não abdicará.
«Os trabalhadores terão de contrariar este Governo teimoso, cujas propostas não resolvem nenhum problema», acusou.

A luta vai aquecer

Além da manifestação nacional de 5 de Fevereiro, em Lisboa, com concentração nos Restauradores, às 15 horas, e deslocação ao Ministério das Finanças, o plenário também aprovou uma vigília de uma semana, para Março, no período de discussão do Orçamento de Estado, e decidiu iniciar uma campanha de sensibilização da opinião pública para os objectivos dos trabalhadores, com jornais, comunicados e faixas, por todo o País. Realizar-se-ão também plenários de esclarecimento nos locais de trabalho.


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