Nobel da Paz com orçamento de guerra
Os deputados norte-americanos aprovaram, sábado, o orçamento militar para 2010. São 636 mil milhões de dólares para gastar na guerra, mas o montante não inclui a despesa do envio de mais 30 mil soldados dos EUA para o Afeganistão.
Os EUA terão no Iraque e Afeganistão mais soldados e mercenários que no Vietname
Por 88 votos contra 10 no Senado, e 395 votos contra 34 no Congresso, os eleitos ratificaram o orçamento militar proposto pela Casa Branca, dando ao presidente Barack Obama os fundos requeridos para concretizar os seus projectos militares e de agressão.
Pelas palavras proferidas aquando da cerimónia oficial de atribuição do galardão, já se tinha percebido que este Nobel da Paz só fala de guerra, mas a aprovação do orçamento militar confirma que, mais que palavras, Obama mantém a firme determinação em concretizar as acções belicistas que garantam a hegemonia imperialista dos EUA sobre as demais nações e povos do mundo.
Só no Iraque e no Afeganistão, Washington prevê gastar 128 mil milhões de dólares, mas, no caso da ocupação do último território, não estão incluídos os custos resultantes do envio de 30 mil soldados adicionais para as zonas de conflito. Estima-se que o reforço do contingente custe aos contribuintes outros 30 a 40 mil milhões de dólares no próximo ano.
De acordo com dados oficiais, os EUA têm actualmente no Iraque, Afeganistão e nos países limítrofes mais de 280 mil soldados, número colossal mas que não inclui o pessoal encarregado da gigantesca logística necessária para manter as instalações ou alimentar centenas de milhar de militares.
Batido recorde do Vietname
Mas para além do staff responsável pela logística, os EUA têm ainda a soldo centenas de milhares de mercenários contratados através de empresas privadas de segurança. De acordo com dados oficiais dos Serviços de Informação do Congresso (SIC), só no Afeganistão encontram-se mais de 104 mil homens nesta situação. A par do envio de 30 mil soldados, entre 26 a 56 mil «soldados da fortuna» devem seguir brevemente para a nação da Ásia Central.
No Iraque, a situação não é muito diferente, antes pelo contrário. Os SIC dizem que o Pentágono paga o salário a mais de 113 mil «seguranças».
No total, contabilizando soldados e contratados, os EUA terão no Iraque e no Afeganistão mais homens que os que mobilizaram para o Vietname na fase mais intensa dos combates.
Negócio chorudo
Entretanto, outro dado importando foi levantado pelo Comité de Supervisão de Contratos no Afeganistão. De acordo com o Comité, 69 por cento do conjunto das forças mobilizadas pelo Pentágono para aquele país são «alugadas» a privados, e, assim, está ultrapassado outro recorde: o do maior número de mercenários usados numa guerra na história dos EUA. Neste caso, as culpas não vão todas para George W. Bush. Entre Junho e Setembro de 2009, Obama aumentou em 40 por cento o número de contratados.
Nestas contas e nas anteriores não se incluem, ainda, os cerca de 18 mil funcionários que trabalham quer para o departamento de Estado quer para a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento (USAID).
Desde 2002, os EUA gastaram mais de 23 mil milhões de dólares em contratos no Afeganistão. 2008 foi o ano de maior despesa, com 8 mil milhões de dólares neste âmbito. Números oficiais indicam igualmente que cerca de 16 por cento da despesa é injustificada.
Pelas palavras proferidas aquando da cerimónia oficial de atribuição do galardão, já se tinha percebido que este Nobel da Paz só fala de guerra, mas a aprovação do orçamento militar confirma que, mais que palavras, Obama mantém a firme determinação em concretizar as acções belicistas que garantam a hegemonia imperialista dos EUA sobre as demais nações e povos do mundo.
Só no Iraque e no Afeganistão, Washington prevê gastar 128 mil milhões de dólares, mas, no caso da ocupação do último território, não estão incluídos os custos resultantes do envio de 30 mil soldados adicionais para as zonas de conflito. Estima-se que o reforço do contingente custe aos contribuintes outros 30 a 40 mil milhões de dólares no próximo ano.
De acordo com dados oficiais, os EUA têm actualmente no Iraque, Afeganistão e nos países limítrofes mais de 280 mil soldados, número colossal mas que não inclui o pessoal encarregado da gigantesca logística necessária para manter as instalações ou alimentar centenas de milhar de militares.
Batido recorde do Vietname
Mas para além do staff responsável pela logística, os EUA têm ainda a soldo centenas de milhares de mercenários contratados através de empresas privadas de segurança. De acordo com dados oficiais dos Serviços de Informação do Congresso (SIC), só no Afeganistão encontram-se mais de 104 mil homens nesta situação. A par do envio de 30 mil soldados, entre 26 a 56 mil «soldados da fortuna» devem seguir brevemente para a nação da Ásia Central.
No Iraque, a situação não é muito diferente, antes pelo contrário. Os SIC dizem que o Pentágono paga o salário a mais de 113 mil «seguranças».
No total, contabilizando soldados e contratados, os EUA terão no Iraque e no Afeganistão mais homens que os que mobilizaram para o Vietname na fase mais intensa dos combates.
Negócio chorudo
Entretanto, outro dado importando foi levantado pelo Comité de Supervisão de Contratos no Afeganistão. De acordo com o Comité, 69 por cento do conjunto das forças mobilizadas pelo Pentágono para aquele país são «alugadas» a privados, e, assim, está ultrapassado outro recorde: o do maior número de mercenários usados numa guerra na história dos EUA. Neste caso, as culpas não vão todas para George W. Bush. Entre Junho e Setembro de 2009, Obama aumentou em 40 por cento o número de contratados.
Nestas contas e nas anteriores não se incluem, ainda, os cerca de 18 mil funcionários que trabalham quer para o departamento de Estado quer para a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento (USAID).
Desde 2002, os EUA gastaram mais de 23 mil milhões de dólares em contratos no Afeganistão. 2008 foi o ano de maior despesa, com 8 mil milhões de dólares neste âmbito. Números oficiais indicam igualmente que cerca de 16 por cento da despesa é injustificada.