Greve dia 24 nos supermercados

Em resposta aos objectivos da associação patronal APED e ao seu comportamento na negociação da revisão do contrato colectivo de trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal decidiu convocar uma greve para todo o dia 24 de Dezembro, no sector da grande distribuição (super e hipermercados).
A decisão saiu do encontro nacional de dirigentes e delegados sindicais, promovido pelo CESP/CGTP-IN na segunda-feira, e onde foi reafirmada a rejeição total de propostas patronais que pretendem «legalizar e generalizar algumas práticas ilegais, que já vêm pontualmente praticando e fazem a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores num inferno». A resolução aprovada no encontro refere, concretamente, as escalas de serviço diárias (um horário de trabalho diferente todos os dias), a que a APED quer juntar a «adaptabilidade» (alargando a jornada de trabalho até um máximo de quatro horas, num limite de 60 horas semanais, em horário médio) e também um «banco de horas» (que significaria «mais 200 horas de trabalho gratuito»). Cada empresa ficaria com todo o poder para, de véspera, fixar o horário do trabalhador para o dia seguinte.
A resolução inclui uma simulação de como isto poderia resultar numa semana de trabalho de 60 horas, sem qualquer remuneração extra, mas formalmente cumprindo o horário normal fixo (oito horas diárias, em cinco dias, com dois dias de descanso) e até respeitando as onze horas de intervalo entre jornadas de trabalho!
Em estabelecimentos com menor amplitude de abertura ao público, bastaria um trabalhador (em vez de dois) para assegurar todo o horário de uma secção ou sector.
A proposta patronal preconiza ainda a ampliação das razões que justificam a contratação a prazo.
Em vez de uma actualização salarial de um por cento para dois anos (2009 e 2010), o sindicato e os trabalhadores exigem um aumento justo dos baixos salários, iguais ou pouco superiores ao mínimo nacional, praticados num sector em crescimento e com grandes lucros.
O sindicato ficou mandatado para, caso se justifique, avançar com outro dia de greve em Janeiro.


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