TC golpeia Berlusconi
O tribunal constitucional invalidou, dia 7, a chamada lei Alfano, que protegia Silvio Berlusconi, desde o seu regresso ao poder em 2008, de vários processos judiciais em curso.
Nove dos 15 magistrados consideraram que a lei não podia ter sido aprovada sem a alteração da Constituição, já que viola o princípio consagrado da igualdade dos cidadãos perante a lei.
Esta decisão representa um duro golpe contra o primeiro-ministro italiano, já que implica a reabertura de vários processos que estavam suspensos. O primeiro deles terminou com a condenação do advogado Davis Mills a quatro anos e seis meses de prisão por falso testemunho. O tribunal deu como provado que o jurista inglês recebeu 600 mil dólares para prestar falsas declarações, tendo designado Berlusconi como o «corruptor».
Um outro processo está relacionado com a sobrefacturação de direitos televisivos pelo grupo Mediaset, em que há a suspeita de lavagem de capitais.
Berlusconi reagiu intempestivamente, qualificando a decisão da alta instância como política e acusando «11 dos 15 magistrados» de serem de esquerda. Nem o presidente da República escapou à fúria de il cavalieri, que disse a propósito de Giorgio Napolitano: «sabemos de que lado ele está».
Nove dos 15 magistrados consideraram que a lei não podia ter sido aprovada sem a alteração da Constituição, já que viola o princípio consagrado da igualdade dos cidadãos perante a lei.
Esta decisão representa um duro golpe contra o primeiro-ministro italiano, já que implica a reabertura de vários processos que estavam suspensos. O primeiro deles terminou com a condenação do advogado Davis Mills a quatro anos e seis meses de prisão por falso testemunho. O tribunal deu como provado que o jurista inglês recebeu 600 mil dólares para prestar falsas declarações, tendo designado Berlusconi como o «corruptor».
Um outro processo está relacionado com a sobrefacturação de direitos televisivos pelo grupo Mediaset, em que há a suspeita de lavagem de capitais.
Berlusconi reagiu intempestivamente, qualificando a decisão da alta instância como política e acusando «11 dos 15 magistrados» de serem de esquerda. Nem o presidente da República escapou à fúria de il cavalieri, que disse a propósito de Giorgio Napolitano: «sabemos de que lado ele está».