Corrupção alastra
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), coordenado pela procuradora Cândida Almeida, tem em investigação cerca de 700 inquéritos por crime de corrupção, com 229 processos registados só no primeiro semestre deste ano. A PGR esclarece que foram «detectados cerca de 700 inquéritos pendentes em que é investigado o crime de corrupção, sendo que a maior percentagem incide nas comarcas pertencentes ao distrito judicial do Porto».
Por comparação, este número de inquéritos é muito superior ao universo de detidos por corrupção nas cadeias portuguesas: no início deste ano, segundo a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), havia apenas 28 presos por corrupção activa, passiva e peculato. Maria José Morgado, coordenadora do DIAP de Lisboa, é taxativa, em declarações ao CM: para se obter resultados eficazes «é preciso acabar com a complacência política face aos fenómenos da corrupção».
Por comparação, este número de inquéritos é muito superior ao universo de detidos por corrupção nas cadeias portuguesas: no início deste ano, segundo a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), havia apenas 28 presos por corrupção activa, passiva e peculato. Maria José Morgado, coordenadora do DIAP de Lisboa, é taxativa, em declarações ao CM: para se obter resultados eficazes «é preciso acabar com a complacência política face aos fenómenos da corrupção».