Cuba responsabiliza Obama
O Supremo Tribunal norte-americano recusou, dia 15, apreciar o caso de «Os Cinco» patriotas cubanos detidos nos EUA e injustamente acusados de espionagem e promoção do terrorismo. Para o governo cubano, «os juízes fizeram o que lhes pediu Obama» revelando «a arbitrariedade de um sistema corrupto e hipócrita».
A instância judicial indeferiu o pedido de apreciação do caso «ignorando as reivindicações da humanidade e a sua obrigação de fazer justiça», disse o presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Ricardo Alárcon. «A luta deve multiplicar-se até obrigar o governo dos EUA a pôr fim a esta monstruosa injustiça libertando os nossos cinco companheiros», acrescentou.
Já o Comité Internacional pela Liberdade de «Os Cinco» considera que o sistema que recusa aos patriotas «um julgamento justo e imparcial fora de Miami» é o mesmo que «deu mais um ano à defesa do terrorista internacional Posada Carriles», que «deixa impunes dezenas de organizações criminosas com sede em Miami» e nada diz sobre os ataques contra o povo cubano, e que ignora o parecer do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre detenções arbitrárias.
Exigir justiça
Ao lados dos cinco patriotas cubanos e na defesa da justiça, têm estado milhares de activistas e amigos dos comités de solidariedade espalhados pelo mundo, bem como personalidades e organizações de diversas áreas e sensibilidades políticas. Com o processo entregue ao Supremo Tribunal, seguiram as posições de «10 prémios Nobel, dezenas de juristas, parlamentares e organizações que, constituindo-se como “amigos da corte”, expressaram a necessidade de rever um caso pejado de violações desde o momento em que “Os Cinco»” foram detidos», lembrou o Comité Internacional, que conclui apelando à continuação da exigência da imediata libertação de René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González y Antonio Guerrero.
Em Portugal, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC) lembrou que «em nenhum momento os cinco cubanos colocaram em causa a segurança dos EUA ou de qualquer cidadão norte-americano e em nenhuma circunstância conspiraram contra os EUA. Pelo contrário, entregaram de boa-fé o produto da sua investigação ao FBI e restantes autoridades norte-americanas, e como resultado foram presos».
No mesmo sentido, a Associação de Amizade Portugal-Cuba frisou que «os cinco impediram 140 atentados contra Cuba» e que, não obstante, o seu processo é «uma sucessão de arbitrariedades, comportamentos cruéis punitivos dos presos e dos seus familiares, de vergonhosas violações dos direitos humanos».
Já a CGTP-IN considerou, em comunicado publicado na sua página na Internet, que «esta decisão foi tomada sem que fossem aduzidas quaisquer explicações» e que «antes, os advogados de defesa dos cinco cidadãos cubanos apresentaram, no recurso, sólidos argumentos, face às claras e múltiplas violações legais ocorridas durante todo o processo».
A central sindical destacou ainda que um número sem precedentes de cidadãos, personalidades e organizações de todo o mundo enviou ao Tribunal diversas petições reclamando justiça e exigindo a libertação dos cinco» e que «no prosseguimento de anteriores denúncias sobre esta situação, exige a revisão deste processo, o qual só pode terminar com a ilibação destes cidadãos e a sua incondicional libertação».
A instância judicial indeferiu o pedido de apreciação do caso «ignorando as reivindicações da humanidade e a sua obrigação de fazer justiça», disse o presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Ricardo Alárcon. «A luta deve multiplicar-se até obrigar o governo dos EUA a pôr fim a esta monstruosa injustiça libertando os nossos cinco companheiros», acrescentou.
Já o Comité Internacional pela Liberdade de «Os Cinco» considera que o sistema que recusa aos patriotas «um julgamento justo e imparcial fora de Miami» é o mesmo que «deu mais um ano à defesa do terrorista internacional Posada Carriles», que «deixa impunes dezenas de organizações criminosas com sede em Miami» e nada diz sobre os ataques contra o povo cubano, e que ignora o parecer do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre detenções arbitrárias.
Exigir justiça
Ao lados dos cinco patriotas cubanos e na defesa da justiça, têm estado milhares de activistas e amigos dos comités de solidariedade espalhados pelo mundo, bem como personalidades e organizações de diversas áreas e sensibilidades políticas. Com o processo entregue ao Supremo Tribunal, seguiram as posições de «10 prémios Nobel, dezenas de juristas, parlamentares e organizações que, constituindo-se como “amigos da corte”, expressaram a necessidade de rever um caso pejado de violações desde o momento em que “Os Cinco»” foram detidos», lembrou o Comité Internacional, que conclui apelando à continuação da exigência da imediata libertação de René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González y Antonio Guerrero.
Em Portugal, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC) lembrou que «em nenhum momento os cinco cubanos colocaram em causa a segurança dos EUA ou de qualquer cidadão norte-americano e em nenhuma circunstância conspiraram contra os EUA. Pelo contrário, entregaram de boa-fé o produto da sua investigação ao FBI e restantes autoridades norte-americanas, e como resultado foram presos».
No mesmo sentido, a Associação de Amizade Portugal-Cuba frisou que «os cinco impediram 140 atentados contra Cuba» e que, não obstante, o seu processo é «uma sucessão de arbitrariedades, comportamentos cruéis punitivos dos presos e dos seus familiares, de vergonhosas violações dos direitos humanos».
Já a CGTP-IN considerou, em comunicado publicado na sua página na Internet, que «esta decisão foi tomada sem que fossem aduzidas quaisquer explicações» e que «antes, os advogados de defesa dos cinco cidadãos cubanos apresentaram, no recurso, sólidos argumentos, face às claras e múltiplas violações legais ocorridas durante todo o processo».
A central sindical destacou ainda que um número sem precedentes de cidadãos, personalidades e organizações de todo o mundo enviou ao Tribunal diversas petições reclamando justiça e exigindo a libertação dos cinco» e que «no prosseguimento de anteriores denúncias sobre esta situação, exige a revisão deste processo, o qual só pode terminar com a ilibação destes cidadãos e a sua incondicional libertação».