Governo e trabalhadores resistem
O governo da Venezuela anunciou que vai intervir no maior banco do país. A iniciativa tem o apoio dos trabalhadores da instituição e ocorre no contexto de uma intensa campanha mediática anti-bolivariana.
A oposição montou uma ampla campanha de intimidação e mentira
A correcção de erros de gestão classificados de graves pelo ministro das Finanças, Alí Rodriguez, fundamenta a intervenção governamental no Banco Industrial da Venezuela (BIV), onde a maioria do capital, 73 por cento, pertence ao Estado. Outro dos objectivos é garantir que o banco se mantenha como uma ferramenta eficaz e em prol dos interesses populares e do processo bolivariano, revelou Rodriguez.
Reagindo à medida, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do BIV (SNTBIV) sublinhou que já havia alertado para as orientações promovidas pela administração, e acusou os responsáveis do Banco de trabalharem para as forças contra-revolucionárias, estarem ao serviço e do sector privado, defraudando, assim, os clientes, os trabalhadores e o povo venezuelano em geral.
Para o SNTBIV, para além do rumo empresarial seguido não ser conforme às orientações governamentais, os executivos (entre os quais o impressionante número de 72 vice-presidentes), gozam de privilégios inadmissíveis, enquanto os trabalhadores enfrentam ataques aos seus salários e direitos.
Guerra sem tréguas
A intervenção estatal no BIV enfrentando as forças anti-bolivarianas ocorre no contexto de uma campanha contra-revolucionária sem tréguas contra o governo liderado por Hugo Chávez. Nem mesmo a Provedora de Justiça, Gabriela Ramirez, conteve a indignação perante a operação em curso e acusou a estação televisiva Globovision de promover o medo entre a população como parte de uma política editorial baseada em ataques contra o presidente e o executivo. A Globovision oculta e deturpa a acção do governo, ao mesmo tempo que promove e sublinha de forma parcial e desiquilibrada as acções da oposição, disse ainda.
No mesmo sentido pronunciou-se o Conselho Nacional de Comunicadores e Comunicadoras Socialistas (CNCS). Para aquela estrutura, grupos da oposição, representantes políticos da direita, grupos económicos e hierarquia da igreja católica têm os seus intentos suportados por uma vergonhosa intervenção das empresas de comunicação. Respondendo a uma agenda política, levam a cabo uma campanha mediática interna e externa visando atacar o povo e o governo democraticamente eleito, cobrindo, por exemplo, actos de vandalismo como o incêndio da sede da Pdval, em Caracas, ou defendendo o ex-presidente da Câmara de Maracaibo.
Recorde-se que Manuel Rosales perdeu as últimas eleições presidenciais para Chávez por uma diferença de mais 3 milhões e cem mil votos. Actualmente, o líder do partido Um Novo Tempo aguarda um pedido de asilo ao Peru depois de fugir às autoridades judiciais, as quais investigam as suas declarações de rendimentos entre 2002 e 2004. Rosales é acusado de enriquecimento ilícito.
Ao invés, os dirigentes revolucionários e as conquistas do processo bolivariano são truncadas e caluniadas pelos órgãos de comunicação privados, diz ainda o CNCS.
Trabalhadores enfrentam repressão
No comunicado, o CNCS lembra ainda que os trabalhadores de alguns dos órgãos de comunicação social que se identificam com o processo revolucionário estão sujeitos a perseguições e ao despedimento compulsivo. Recentemente, o Canal I mandou para a rua dezenas de profissionais pró-bolivarianos, entre cerca de 150 outros funcionários englobados num alegado processo de reestruturação.
Para o capital venezuelano e multinacional, os trabalhadores e as suas organizações são um alvo a abater, e não apenas nas empresas de comunicação social. Recentemente, o dirigente sindical da Toyota e respeitado líder operário Argenis Vásquez foi assassinado. O caso encontra-se a ser investigado, mas um jornal venezuelano noticiou prontamente que Vásquez estava envolvido numa suposta máfia de tráfico de veículos. O sindicato do sector automóvel rejeitou liminarmente as acusações do semanário e exigiu respeito pela memória de Vásquez.
Reagindo à medida, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do BIV (SNTBIV) sublinhou que já havia alertado para as orientações promovidas pela administração, e acusou os responsáveis do Banco de trabalharem para as forças contra-revolucionárias, estarem ao serviço e do sector privado, defraudando, assim, os clientes, os trabalhadores e o povo venezuelano em geral.
Para o SNTBIV, para além do rumo empresarial seguido não ser conforme às orientações governamentais, os executivos (entre os quais o impressionante número de 72 vice-presidentes), gozam de privilégios inadmissíveis, enquanto os trabalhadores enfrentam ataques aos seus salários e direitos.
Guerra sem tréguas
A intervenção estatal no BIV enfrentando as forças anti-bolivarianas ocorre no contexto de uma campanha contra-revolucionária sem tréguas contra o governo liderado por Hugo Chávez. Nem mesmo a Provedora de Justiça, Gabriela Ramirez, conteve a indignação perante a operação em curso e acusou a estação televisiva Globovision de promover o medo entre a população como parte de uma política editorial baseada em ataques contra o presidente e o executivo. A Globovision oculta e deturpa a acção do governo, ao mesmo tempo que promove e sublinha de forma parcial e desiquilibrada as acções da oposição, disse ainda.
No mesmo sentido pronunciou-se o Conselho Nacional de Comunicadores e Comunicadoras Socialistas (CNCS). Para aquela estrutura, grupos da oposição, representantes políticos da direita, grupos económicos e hierarquia da igreja católica têm os seus intentos suportados por uma vergonhosa intervenção das empresas de comunicação. Respondendo a uma agenda política, levam a cabo uma campanha mediática interna e externa visando atacar o povo e o governo democraticamente eleito, cobrindo, por exemplo, actos de vandalismo como o incêndio da sede da Pdval, em Caracas, ou defendendo o ex-presidente da Câmara de Maracaibo.
Recorde-se que Manuel Rosales perdeu as últimas eleições presidenciais para Chávez por uma diferença de mais 3 milhões e cem mil votos. Actualmente, o líder do partido Um Novo Tempo aguarda um pedido de asilo ao Peru depois de fugir às autoridades judiciais, as quais investigam as suas declarações de rendimentos entre 2002 e 2004. Rosales é acusado de enriquecimento ilícito.
Ao invés, os dirigentes revolucionários e as conquistas do processo bolivariano são truncadas e caluniadas pelos órgãos de comunicação privados, diz ainda o CNCS.
Trabalhadores enfrentam repressão
No comunicado, o CNCS lembra ainda que os trabalhadores de alguns dos órgãos de comunicação social que se identificam com o processo revolucionário estão sujeitos a perseguições e ao despedimento compulsivo. Recentemente, o Canal I mandou para a rua dezenas de profissionais pró-bolivarianos, entre cerca de 150 outros funcionários englobados num alegado processo de reestruturação.
Para o capital venezuelano e multinacional, os trabalhadores e as suas organizações são um alvo a abater, e não apenas nas empresas de comunicação social. Recentemente, o dirigente sindical da Toyota e respeitado líder operário Argenis Vásquez foi assassinado. O caso encontra-se a ser investigado, mas um jornal venezuelano noticiou prontamente que Vásquez estava envolvido numa suposta máfia de tráfico de veículos. O sindicato do sector automóvel rejeitou liminarmente as acusações do semanário e exigiu respeito pela memória de Vásquez.