<em>O Militante</em>

Leandro Martins
Este número de O Militante, correspondendo aos meses de Setembro e de Outubro, foi lançado por altura da Festa do Avante! e nela pudemos apreciar, na exposição da XIII Bienal, o trabalho de Rogério Ribeiro a ilustrar a capa desta revista do PCP, que convida os seus leitores à reflexão e à prática.
É um número que celebra os 70 anos de existência desta publicação partidária, iniciada no longínquo ano de 1933, com um artigo de Maria da Piedade Morgadinho, da Comissão Central de Controlo.
De destacar - de entre os muitos artigos que, como sempre, O Militante propõe, o trabalho de Domingos Abrantes,do Secretariado e da Comissão Política do CC, cujo título «Revolução de Abril, uma revolução inacabada», deixa entrever o tema, breve balanço das conquistas de Abril e das lutas que continuam em defesa dos seus ideais. Também em destaque, o artigo de Miguel Urbano Rodrigues sobre o 11 de Setembro chileno; e as notas sobre e a propósito do Fórum Social Português, da autoria do membro do Secretariado e da Comissão Política, Jorge Cordeiro.
São vários, entretanto, os temas de interesse deste número, que começa com um editorial convidando os camaradas ao trabalho e à luta. O artigo dedicado às questões de organização, chama-se a atenção para a necessidade - que é ao mesmo tempo uma possibilidade real - de aprofundar a estruturação do Partido, sublinhando a importância do aumento do número de organizações e organismos de base, no sentido de fortalecer o PCP.
Américo Costa, membro do CC, assina um artigo sobre «Os trabalhadores e a Reforma da Administração Pública». Augusto Praça, da CGTP, dá uma «contribuição» para o «estudo e desmistificações» das «Desigualdades sociais, analisando a injusta distribuição da riqueza no nosso país. Mário Rui Peixoto, da JCP, escrevendo sobre o ensino profissional, alerta para a urgência de preparar a defesa da escola pública. Jorge Cadima, colaborador da Secção Internacional, escreve acerca da faceta militarista do imperialismo e as análises do PCP. A Ciência e a informação científica é também tema abordado na revista com um artigo da autoria do universitário Mouhaydine Tlemçani. Por seu lado, Aurélio Santos, da Comissão Central de Controlo, prossegue no estudo da década de 70, com um trabalho sobre «Revolução, contra-revolução e a questão do poder».
Revisitar Marx é o propósito de Manuel Gusmão, membro do CC, com um artigo intitulado «Da arte enquanto construção antropológica e histórica».
O número termina com o comunicado da reunião do Comité Central de 27 de Junho.


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