Campanha dos sindicatos da Administração Pública

A má gestão é do Governo

A campanha iniciada em Agosto pelos sindicatos da Frente Comum prosseguiu ontem de manhã, com uma acção do STAL, em Lisboa. Dirigentes e activistas do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local distribuíram aos automobilistas, na Calçada de Carriche, exemplares do folheto em que a Frente Comum de Sindicatos refuta a campanha do Governo contra a Administração Pública e os seus trabalhadores, realçando o papel essencial que os diferentes sectores do Estado devem desempenhar para o progresso do País.
«Milhares de trabalhadores foram e continuam a ser os principais obreiros do crescimento do nosso país e da melhoria das condições de vida das populações», em sectores como o ensino, a saúde, o abastecimento de água, a recolha de lixo, os jardins públicos, a Segurança Social, as vias de comunicação, o saneamento, a indústria de defesa, os transportes – refere o comunicado.
As principais responsabilidades pelos problemas vividos na Administração Pública são imputadas ao Governo e aos gestores por ele nomeados. No documento recorda-se que «Durão Barroso e Manuel Ferreira Leite têm responsabilidades antigas», pois «exerceram cargos governativos no executivo de Cavaco Silva e nada fizeram para melhorar os serviços do Estado».
Os sindicatos defendem uma reforma da Administração Pública «que sirva os interesses do País, feita com os trabalhadores e pelos cidadãos», enquanto o projecto do Governo visa «desmantelar e partidarizar a Administração Pública, aumentar o clientelismo, retirar direitos aos trabalhadores e desresponsabilizar o Estado das suas funções sociais».
No comunicado sublinha-se que os trabalhadores «não têm privilégios». Não têm promoções automáticas e mesmo as mudanças de escalão dependem de avaliação de desempenho. É apresentada uma lista com os salários brutos, em início de carreira, para quinze profissões. Em contraste, são apontados os privilégios de políticos e gestores públicos.
Os sindicatos salientam que os motivos da luta dos trabalhadores não se prendem apenas com justas reivindicações salariais: «lutamos também pelos serviços públicos, porque consideramos que a privatização ou o desmantelamento da Administração Pública não serve o País, antes penaliza fortemente os trabalhadores e toda a população».


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