Desemprego afecta jovens
A Confederação Nacional de Acção sobre o Trabalho Infantil (CNASTI) - considera ser necessário um novo estudo sobre o número de menores que se encontram a trabalhar em Portugal. Em declarações à Lusa, Teresa Costa, coordenadora da CNASTI, adiantou que o estudo feito em 2001, apontando para a existência de cerca de 40 mil crianças a trabalhar, está desactualizado.
«Temos indicadores seguros de que o desemprego trouxe fenómenos como o trabalho domiciliário com crianças», assegurou.
Entretanto, a CNASTI iniciou na passada semana, em Esposende, uma reunião de reflexão interna sobre o trabalho desenvolvido em 2002 e 2003 e de preparação de actividades futuras, no quadro de um combate integrado a nível nacional e internacional ao trabalho de menores.
A Confederação quer continuar a participar activamente na Marcha Global contra o fenómeno que está no terreno há vários meses em todo o mundo e preparar atempadamente o Congresso Mundial acerca do tema, que decorrerá em Maio de 2004, em Florença, Itália.
Para esta reunião, sublinhou Teresa Costa, a organização conta poder levar, não só um trabalho estatístico actualizado sobre a realidade portuguesa, mas também um balanço da actividade prática realizada nos últimos anos.
Para Teresa Costa, o actual surto de desemprego que está a afectar o país tem incidência visível no abandono escolar de jovens menores, referindo «casos concretos de famílias que matricularam os filhos na escola, mas que dizem que eles vão ter de abandonar as aulas para começarem a trabalhar de forma encoberta».
Salientou ainda que a descoberta do trabalho infantil se tem tornado mais difícil devido às proibições previstas na lei e que hoje são do conhecimento do comum dos cidadãos, assinalando que mesmo os serviços de fiscalização da Inspecção de Trabalho têm dificuldade em actuar, já que o trabalho infantil se esconde em casas onde a fiscalização não pode entrar.
«Temos indicadores seguros de que o desemprego trouxe fenómenos como o trabalho domiciliário com crianças», assegurou.
Entretanto, a CNASTI iniciou na passada semana, em Esposende, uma reunião de reflexão interna sobre o trabalho desenvolvido em 2002 e 2003 e de preparação de actividades futuras, no quadro de um combate integrado a nível nacional e internacional ao trabalho de menores.
A Confederação quer continuar a participar activamente na Marcha Global contra o fenómeno que está no terreno há vários meses em todo o mundo e preparar atempadamente o Congresso Mundial acerca do tema, que decorrerá em Maio de 2004, em Florença, Itália.
Para esta reunião, sublinhou Teresa Costa, a organização conta poder levar, não só um trabalho estatístico actualizado sobre a realidade portuguesa, mas também um balanço da actividade prática realizada nos últimos anos.
Para Teresa Costa, o actual surto de desemprego que está a afectar o país tem incidência visível no abandono escolar de jovens menores, referindo «casos concretos de famílias que matricularam os filhos na escola, mas que dizem que eles vão ter de abandonar as aulas para começarem a trabalhar de forma encoberta».
Salientou ainda que a descoberta do trabalho infantil se tem tornado mais difícil devido às proibições previstas na lei e que hoje são do conhecimento do comum dos cidadãos, assinalando que mesmo os serviços de fiscalização da Inspecção de Trabalho têm dificuldade em actuar, já que o trabalho infantil se esconde em casas onde a fiscalização não pode entrar.