Tragédia de enormes dimensões
Mónica Frassoni, presidente do Grupo Verde no Parlamento Europeu, visitou as zonas ardidas e manifestou-se preocupada com a qualidade e aplicação das ajudas a atribuir a Portugal.
Na Europa há recursos e há que utilizá-los bem
A convite de o Partido Ecologista «Os Verdes», Mónica Frassoni, que sexta-feira sobrevoou as áreas ardidas no distrito de Santarém, disse, em conversa com os jornalistas, ter ficado mais impressionada depois de ver com os seus olhos o que já sabia ter sido uma «tragédia de dimensões enormes».
Contudo, salientou, a vista aérea permitiu igualmente ver que «o problema aqui é também de qualidade de intervenção, para não se repetirem erros do passado».
Sublinhando que já há propostas concretas para apoiar Portugal na recuperação das áreas ardidas, a eurodeputada belga frisou que tanto a Comissão como o Parlamento Europeu (PE) «estão muito interessados em saber como vão ser afectados os recursos» e de que forma a Política Agrícola Comum e a reflorestação vão ser aplicadas.
No seu entender, é aqui que é preciso ouvir os ecologistas. «Não sei se é um regresso ao passado, mas seguramente será uma maneira de entender a Agricultura de uma forma completamente diferente, que não leve à deflorestação. Para isto, na Europa há recursos e há que utilizá-los bem», afirmou.
Segundo disse, «Os Verdes» estão já no PE a trabalhar num directiva sobre responsabilidade ambiental e no tratamento penal para situações não só como do Prestige, mas que abarquem também a mão criminosa e os interesses económicos envolvidos nos fogos florestais.
Durante a visita, Mónica Frassoni teve oportunidade de discutir com os bombeiros do distrito de Santarém questões relacionadas com a protecção civil europeia, que, no seu entender, não passa pela criação de um exército civil em Bruxelas, mas por uma melhor coordenação e afectação de recursos.
A eurodeputada foi ainda recebida por Sérgio Carrinho, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, concelho em que morreram quatro pessoas, arderam totalmente 12 habitações e foram destruídos 22 mil hectares de floresta.
À tarde, a eurodeputada esteve no concelho de Santarém e visitou a freguesia de Amiais.
Os incêndios registados este ano em Portugal destruíram mais de 410 mil hectares, uma área quase idêntica à do distrito de Vila Real, provocaram 20 mortos e levaram à detenção de 91 pessoas, suspeitas de fogo posto.
Contudo, salientou, a vista aérea permitiu igualmente ver que «o problema aqui é também de qualidade de intervenção, para não se repetirem erros do passado».
Sublinhando que já há propostas concretas para apoiar Portugal na recuperação das áreas ardidas, a eurodeputada belga frisou que tanto a Comissão como o Parlamento Europeu (PE) «estão muito interessados em saber como vão ser afectados os recursos» e de que forma a Política Agrícola Comum e a reflorestação vão ser aplicadas.
No seu entender, é aqui que é preciso ouvir os ecologistas. «Não sei se é um regresso ao passado, mas seguramente será uma maneira de entender a Agricultura de uma forma completamente diferente, que não leve à deflorestação. Para isto, na Europa há recursos e há que utilizá-los bem», afirmou.
Segundo disse, «Os Verdes» estão já no PE a trabalhar num directiva sobre responsabilidade ambiental e no tratamento penal para situações não só como do Prestige, mas que abarquem também a mão criminosa e os interesses económicos envolvidos nos fogos florestais.
Durante a visita, Mónica Frassoni teve oportunidade de discutir com os bombeiros do distrito de Santarém questões relacionadas com a protecção civil europeia, que, no seu entender, não passa pela criação de um exército civil em Bruxelas, mas por uma melhor coordenação e afectação de recursos.
A eurodeputada foi ainda recebida por Sérgio Carrinho, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, concelho em que morreram quatro pessoas, arderam totalmente 12 habitações e foram destruídos 22 mil hectares de floresta.
À tarde, a eurodeputada esteve no concelho de Santarém e visitou a freguesia de Amiais.
Os incêndios registados este ano em Portugal destruíram mais de 410 mil hectares, uma área quase idêntica à do distrito de Vila Real, provocaram 20 mortos e levaram à detenção de 91 pessoas, suspeitas de fogo posto.