Protesto termina em massacre
Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de duas centenas ficaram feridas numa manifestação, sábado, em Madagáscar. O protesto, convocado pelo ex-presidente da câmara de Antananarivo, Andry Rajoelina, foi brutalmente reprimido pela guarda presidencial. As autoridades alegam que os manifestantes tentaram invadir o palácio do governo, mas testemunhos citados por agências internacionais dizem que o ambiente era de contestação pacífica até à intervenção policial.
Rajoelina, o rosto mais visível da oposição ao presidente, Marc Ravalomanana, reagiu incitando o povo a não desistir dos protestos, enquanto o chefe de Estado, entre condolências aos familiares das vítimas, apelou ao respeito pela ordem e acusou os populares de «passarem das marcas». Numa mensagem transmitida pela televisão, o primeiro-ministro anunciou o prolongamento do recolher obrigatório.
O massacre ocorrido na capital do país e a onda de insurreição que desde o passado dia 26 de Janeiro varre Madagáscar já provocou uma demissão, a da ministra da Defesa. Em comunicado, Cécile Manorohanta, disse expressar o seu «pesar e apoio moral para com todas as famílias que sofreram mortes» e justificou a sua renúncia ao cargo por estar em desacordo com a resposta violenta do executivo. Para o seu lugar foi imediatamente nomeado o vice-almirante Mamy Ranaivoniarivo, até agora responsável pelo gabinete militar da presidência, mas a demissão de Manorohanta pode ser um sinal de desagregação interna do governo malgaxe.
As reacções internacionais ao sucedido na quarta maior ilha do mundo são de repúdio e consternação e até os EUA afirmaram, por intermédio do seu embaixador no território, ser o momento de «rever certas políticas económicas para responder às vozes que se ouvem nas ruas».
A população tem colocado em causa não apenas a corrupção e o despotismo do governo, mas também políticas concretas quanto aos dividendos do turismo, da exploração de petróleo, ouro, cobalto, níquel e urânio por parte de multinacionais, e a concessão à Daewoo de uma gigantesca parcela de terra para projectos agro-industriais.
Rajoelina, o rosto mais visível da oposição ao presidente, Marc Ravalomanana, reagiu incitando o povo a não desistir dos protestos, enquanto o chefe de Estado, entre condolências aos familiares das vítimas, apelou ao respeito pela ordem e acusou os populares de «passarem das marcas». Numa mensagem transmitida pela televisão, o primeiro-ministro anunciou o prolongamento do recolher obrigatório.
O massacre ocorrido na capital do país e a onda de insurreição que desde o passado dia 26 de Janeiro varre Madagáscar já provocou uma demissão, a da ministra da Defesa. Em comunicado, Cécile Manorohanta, disse expressar o seu «pesar e apoio moral para com todas as famílias que sofreram mortes» e justificou a sua renúncia ao cargo por estar em desacordo com a resposta violenta do executivo. Para o seu lugar foi imediatamente nomeado o vice-almirante Mamy Ranaivoniarivo, até agora responsável pelo gabinete militar da presidência, mas a demissão de Manorohanta pode ser um sinal de desagregação interna do governo malgaxe.
As reacções internacionais ao sucedido na quarta maior ilha do mundo são de repúdio e consternação e até os EUA afirmaram, por intermédio do seu embaixador no território, ser o momento de «rever certas políticas económicas para responder às vozes que se ouvem nas ruas».
A população tem colocado em causa não apenas a corrupção e o despotismo do governo, mas também políticas concretas quanto aos dividendos do turismo, da exploração de petróleo, ouro, cobalto, níquel e urânio por parte de multinacionais, e a concessão à Daewoo de uma gigantesca parcela de terra para projectos agro-industriais.